Copom reduz taxa Selic para 5,5%, menor patamar da história

Com a fraqueza da economia e com índices controlados de inflação, corte de 0,50 ponto porcentual já era esperado pelo mercado

atualizado 18/09/2019 18:24

O Banco Central apresentou como será a cédulaFelipe Menezes/Metrópoles

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir a Selic, a taxa básica de juros, em 0,50 ponto porcentual, de 6,00% para 5,50% ao ano. Esse é o segundo corte da taxa no atual ciclo, após período de 16 meses de estabilidade. Com isso, a Selic está agora em novo piso da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996. São informações do Estadão.

Em meio à fraqueza da economia e aos índices controlados de inflação, a expectativa majoritária do mercado financeiro era de que a Selic passasse por um novo corte. De um total de 55 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, todas esperavam por um corte de 0,50 ponto, para 5,50% ao ano.

Ao anunciar sua decisão, o Copom – formado pelo presidente do BC, Roberto Campos Neto, e pelos oito diretores da instituição – também atualizou suas projeções para a inflação. No cenário de mercado, que utiliza expectativas do mercado financeiro para o câmbio e os juros, o BC alterou sua projeção para o IPCA, o índice oficial de preços, em 2019 de 3,6% para 3,4%. No caso de 2020, a expectativa permanece em 3,6%.

O centro da meta de inflação perseguida pelo BC este ano é de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%). Para 2020, a meta é de 4,00%, com margem de 1,5 ponto (de 2,5% a 5,5%).

Impactos
Apesar do corte de 0,50 ponto porcentual na Selic, o impacto imediato no custo do crédito ao consumidor final tende a ser pequeno, avalia a Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Cálculos feitos pela entidade indicam que o juro médio cobrado de pessoas físicas no comércio passará de 78,36% para 77,54% ao ano. No caso do cartão de crédito, a redução significará queda dos juros de 266,85% para 265,28% ao ano.

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