Com veto de Bolsonaro, dólar reduz alta após bater R$ 5,87; Bolsa oscila

Moeda norte-americana fechou essa quarta-feira (06/05) em recorde nominal, cotada a R$ 5,70, alta de quase 2% no dia

atualizado 07/05/2020 13:09

Após novo recorde de fechamento, o dólar opera nesta quinta-feira (07/05) e chegou a um patamar nunca registrado anteriormente. Logo após a abertura, às 11h48, a moeda era cotada a R$ 5,8733, o maior valor nominal — ou seja, quando não se desconta a inflação.

Mais tarde, durante a visita do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao STF, em que pediu que a economia voltasse à normalidade, o dólar passou a valer R$ 5,7945 (+1,65%).

Além disso, o presidente anunciou que vai “seguir a cartilha” do ministro Paulo Guedes, da Economia, e vetar as categorias de servidores públicos que ficaram de fora do congelamento salarial.

A moeda norte-americana fechou as negociações dessa quarta-feira (06/05) cotado a R$ 5,70, alta de quase 2% se comparada à abertura do dia. Esse foi o recorde nominal de fechamento.

Em termos de comparação, o dólar era encontrado a R$ 4,019 no primeiro dia de janeiro deste ano. Assim, cresceu R$ 1,86 em apenas quatro meses.

Bolsa de Valores

A Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, oscila bastante. Às 13h06, registra alta de 0,99%, aos 79,8 mil pontos. Entre as maiores baixas, estão as ações da Localiza e da CVC. Por outro lado, crescem a produtora de aço Gerdau e o grupo Intermédica.

O Ibovespa, que mede as ações na Bolsa brasileira, fechou quarta-feira aos 79 mil pontos (-0,5%).

O mercado internacional ficou dividido nesta quinta-feira. Na Ásia, as Bolsas fecharam em queda, inclusive na China. Na Europa, a alta é generalizada e chega a 1,65%.

Corte na Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), decidiu nessa quarta-feira (06/05) cortar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,75 ponto percentual, chegando a 3% ao ano. O corte veio acima do esperado pelo mercado.

Esse novo patamar da taxa Selic é o menor registrado na história do país, o que ajuda a influenciar a alta no dólar, pois investidores começam a retirar a moeda do país.

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