CNT: 87% dos brasileiros defendem volta do auxílio emergencial

Cerca de 70% dos entrevistados disseram que o benefício fornecido durante a pandemia deveria voltar no mesmo valor do ano passado

atualizado 22/02/2021 11:44

Filas nas Agências da Caixa Economica Federal - Auxilio EmergencialHugo Barreto/Metrópoles

Cerca de 86,8% dos brasileiros defendem que o pagamento do auxílio emergencial, fornecido pelo governo federal durante a pandemia do novo coronavírus, deveria retornar em 2021.

Os dados foram divulgados, nesta segunda-feira (22/2), pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). Essa é a primeira edição deste ano da Pesquisa CNT de Opinião.

O levantamento (leia aqui a íntegra) foi feito em parceria com o Instituto de pesquisa MDA.

Segundo a pesquisa, 70,2% disseram que o benefício deveria ser retomado com o mesmo valor e 16,6%, com valor mais baixo.

Opinião sobre o retorno do auxílio emergencial em 2021, segundo pesquisa CNT divulgada nesta segunda-feira (22/2)
Opinião sobre o retorno do auxílio emergencial em 2021, segundo pesquisa CNT divulgada nesta segunda-feira (22/2)

Inicialmente, o governo federal pagou cinco parcelas de R$ 600 (ou R$ 1,2 mil, no caso de mães chefes de família).

Ao estender o benefício até o fim do ano, no entanto, o governo reduziu pela metade o valor das parcelas. Logo, foram depositadas mais quatro cotas de R$ 300 (ou R$ 600).

Ainda de acordo com a CNT, 12,2% dos entrevistados acreditam que o auxílio não deveria voltar em 2021 e 1% não soube responder.

Em consonância, cerca de 40% dos brasileiros disseram acreditar que a situação do emprego no país vai piorar nos próximos seis meses.

O dado é maior do que o registrado em outubro do ano passado, quando 30,1% não depositavam esperanças sobre a empregabilidade no país. A avaliação é mais positiva, contudo, se comparada com março do ano passado (68,1%), após o estopim da pandemia.

Dessa maneira, 24% dos entrevistados esperam que a renda mensal deva diminuir nos próximos meses e 51%, ficará igual.

Atualmente, cerca de 14,1% da população está desempregada, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Ao longo de 2020, essa taxa chegou a ser de 14,6%, recorde de toda a série histórica iniciada em 2012.

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