Bolsa retoma operações em queda; dólar recua após bater R$ 5,20

Nessa segunda-feira (17/03), a moeda americana fechou o dia pela segunda vez na história acima de R$ 5, custando R$ 5,0056

atualizado 18/03/2020 14:17

Notas de dólarEBC

O Ibovespa, que mede as ações na bolsa brasileira, acionou às 13h14 um novo circuit breaker – o segundo da semana – ao registrar uma queda de 10,26%, com 66,5 mil pontos. Após a parada de 30 minutos, as ações continuaram em baixas, chegando a -11,53% às 14h05.

Caso a baixa permaneça e chegue a -15%, será acionado um novo circuit breaker, o segundo do dia. Neste caso, as negociações ficam paralisadas por mais uma hora.

O Ibovespa abriu o dia com queda acentuada superior a 8%. Às 10h17, as ações voltaram ao patamar inferior a 70 mil pontos, com 68,9 mil pontos — baixa de 7,56%. O movimento confirma a expectativa de investidores, que esperavam uma nova queda, seguindo os pregões internacionais.

Após um tombo de 13,92% na segunda, o Ibovespa registrou uma leve recuperação ao fechar essa terça-feira (17/03) com alta de 4,85%.

As Bolsas da Ásia encerraram as negociações do dia em queda generalizada. Na Europa, onde os pregões ainda estão abertos, o índices operam em quedas relevantes.

Dólar
O dólar abriu em forte alta nesta quarta-feira (18/03) e ultrapassou pela primeira vez a barreira dos R$ 5,20. Logo nos primeiros minutos de abertura do mercado, a moeda chegou a R$ 5,2030, crescimento de 3,75%. Esse registro foi feito às 9h40.

Durante o decorrer da manhã, contudo, a moeda oscilou: perdeu valor durante o final da manhã, mas voltou a subir no início da tarde. Às 14h07, o dólar custava R$ 5,1509, alta de 2,98%.

Nessa segunda-feira (17/03), a moeda americana fechou o dia pela segunda vez na história acima de R$ 5, custando R$ 5,0056.

O Banco Central (BC) voltou a atuar nos mercados nesta quarta-feira, ofertando aos mercados leilões de linha com compromisso de recompra no valor de até US$ 2 bilhões.

Mais tarde, o Comitê de Política Monetária (Copom), vinculado ao Banco Central, deve reduzir a taxa de juros básico, a Selic, o que ajuda a elevar o preço do dólar.

O Ministério da Saúde confirmou até o momento uma morte no país causada pelo novo coronavírus. Esse número pode aumentar ainda nesta quarta-feira, pois um hospital de Niterói, no Rio de Janeiro, confirmou um óbito.

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