Bolsa sobe 2% e dólar cai 1% com mercado aliviado por “trégua fiscal”

Equipe de Lula enviou uma proposta de PEC com gastos extras de R$ 200 bi, mas expectativa é que Congresso restrinja a gastança fora do teto

atualizado 29/11/2022 18:23

Pessoas observam o telão da Bolsa de Valores, a B3, na Rua XV de Novembro, região central de São Paulo 1 Fábio Vieira/Metrópoles

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, terminou a terça-feira (29/11) com alta de 2%, aos 110.910 pontos. No melhor momento do dia, o indicador teve alta de mais de 3%.

A alta de hoje sucedeu duas sessões de queda motivadas pelo clima de incerteza em relação à política fiscal do próximo governo. Ontem, a equipe de Lula apresentou o projeto da PEC de Transição que propõe gastos na ordem de R$ 200 bilhões fora do teto de gastos.

Os investidores julgaram, no entanto, que possivelmente o texto apresentado pelo governo de transição será “desidratado” pelos parlamentares durante a tramitação no Congresso, o que reduziria o tamanho do furo no teto.

Outro fator que contribuiu para a alta da Bolsa foi a expectativa de restrição da política de “covid zero” na China. Desde a última semana, cidades chinesas registraram uma série de protestos da população insatisfeita com as medidas de quarentena impostas pelo governo. A expectativa é que essa insatisfação somada à desaceleração da atividade produtiva implique em algum nível de relaxamento das restrições sanitárias.

A expectativa de uma retomada mais forte na economia da China impulsionou as ações de empresas exportadoras. A siderúrgica CSN e a CSN Mineração lideraram os ganhos do dia, com alta de 8% na Bolsa.

Dólar

Mantendo a tendência desde as primeiras horas do dia, o dólar fechou a terça-feira com queda de 1,5%, negociado a R$ 5,29.

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