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Economia

Boletos são os serviços financeiros mais usados por pequenos negócios

Entre as diferentes formas de pagamento aos empreendedores, o boleto foi a que mais cresceu, chegando a 46% em 2025

06/01/2026 14:08, atualizado 06/01/2026 15:12
Getty Images/Reprodução
Boletos são o método de pagamento mais utilizado por empreendedores

Entre as diferentes formas de pagamento para os empreendedores, o boleto foi a que mais cresceu, passando de 27%, em 2022, para 46%, em 2025.

O método de pagamento alcançou o primeiro lugar, seguido pelo cartão de crédito, que permaneceu em 43% no período analisado; pelo empréstimo bancário, que saiu de 35% para 39%; e pelo financiamento de bens e equipamentos, saindo de 35% para 42%.

Os dados são da Hábitos Financeiros dos Pequenos Negócios em parceria com o Sebrae e o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe).

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Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, o volume de burocracia, a exigência de garantias e as altas taxas de juros funcionam como barreira que dificulta a vida das micro e pequenas empresas.

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“Por essas razões, os empreendedores acabam buscando financiamento fora dos bancos e optando pelo cartão de crédito ou pela negociação de prazo com os fornecedores. O Acredita Sebrae deve chegar neste ano a R$ 12 bilhões de crédito assistido para apoiar os pequenos negócios. O cartão de crédito pode ser utilizado, mas sempre de forma planejada”, afirmou.

Segundo o Sebrae, para apoiar os pequenos negócios a se livrarem dos juros altos, a instituição tem atuado por meio do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe).

Somente nos cinco primeiros meses de 2025, a iniciativa que integra o Programa Acredita, do governo federal, viabilizou R$ 1,6 bilhão em financiamentos, um crescimento de 32% em comparação a 2024.

“Já verificamos que 88% dos pequenos negócios não conseguiam crédito por falta de quem os validasse. Por meio do Fampe, garantimos segurança, crédito assistido e longevidade aos pequenos negócios”, afirmou Décio Lima.

Além disso, com o Acredita Microcrédito, fundo de aval para operações fora do sistema financeiro tradicional, como bancos comunitários, moedas sociais, programas de microcrédito de prefeituras e estados, a expectativa é de atingir um montante de R$ 250 milhões de crédito.

“Crédito, quando usado de forma planejada, é um instrumento de crescimento, não de endividamento. Ele permite comprar insumos mais baratos, investir em estoque, modernizar máquinas, aproveitar oportunidades e até atravessar um momento de queda no faturamento. Mas, para funcionar, precisa ser consciente, ou seja, adequado ao tamanho do negócio, ao fluxo de caixa e ao objetivo da operação”, ressaltou o presidente.