Bets: governo vai criar comitê para reduzir danos ligados a apostas
Grupo de trabalho publicou relatório com plano de ação para proteção da saúde mental dos apostadores, entre eles a criação de um comitê

O governo federal vai criar um comitê permanente de prevenção e redução de danos relacionados às apostas de quota fixa (as chamadas “bets”) que abrangem cuidados com a saúde mental. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (29/9).
A proposta foi feita pelo Grupo de Trabalho Interministerial de Saúde Mental e de Prevenção e Redução de Danos do Jogo Problemático. O comitê será formado pelos mesmo integrantes do GT: ministérios da Fazenda, da Saúde e do Esporte, Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA).
O GT disse que a criação de um comitê permanente dá continuidade às discussões feitas nas 13 reuniões realizadas pelo grupo de trabalho, bem como viabiliza o acompanhamento da implementação do plano de ação proposto.

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Ver todasPara o secretário de Prêmios e Apostas, Regis Dudena, “as entregas concretas desse plano de ação, após uma intensa colaboração entre os ministérios, são passos muito relevantes para combater as externalidades negativas do setor de apostas”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO secretário nacional de Apostas Esportivas e de Desenvolvimento Econômico do Esporte, Giovanni Rocco, ressaltou que “toda essa construção conjunta é de suma importância para enfrentar as consequências do jogo problemático”.
Plano de ação
O governo federal divulgou o relatório final
Como adiantado pelo Metrópoles, o GT planejava estabelecer mecanismo de autoexclusão centralizada. Ele permitirá que o apostador possa solicitar voluntariamente o bloqueio, de uma vez só, de todas as casas de apostas em que é cadastrado. O sistema ainda deixa o CPF indisponível para novos cadastros e para o recebimento de publicidades de bets.
Também estava prevista a criação de testes de propensão ao desenvolvimento de ludopatia e o desenvolvimento de cursos para capacitar profissionais de saúde no atendimento de pessoas com problemas relacionados a apostas.
No relatório, o GT apresenta as seguintes propostas:
- Elaboração de modelo de autoteste da saúde padronizado;
- Criação de plataforma de autoexclusão centralizada;
- Qualificação dos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) para acolhimento e cuidado de pessoas com problemas relacionados às apostas;
- Estabelecimento de diretrizes mínimas de atendimento ao apostador, com ênfase na saúde;
- Elaboração de materiais educativos sobre integridade esportiva e prevenção à manipulação de resultados em apostas esportivas, voltados a atletas;
- Organização de campanha de comunicação institucional; e
- Criação de comitê permanente.
O diretor do Departamento de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas da Secretaria de Atenção Especializada, Marcelo Kimati, afirmou que qualificar as equipes da RAPS no atendimento de pessoas com problemas com apostas é prioridade do ministério.



