Arrecadação atinge R$ 208 bilhões em agosto, diz Receita Federal

O acumulado do ano teve com a arrecadação de R$ 1,8 trilhão, conforme dados divulgados nesta terça-feira (23/9)

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida da Receita Federal do Brasil arrecadação - Foto: Reprodução/Receita Federal

A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 208,791 bilhões em agosto, em números corrigidos pela inflação. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (23/9) pela Receita Federal.

No acumulado do ano, de janeiro a agosto, a arrecadação registrou R$ 1,8 trilhão. De acordo com o fisco, esse é o melhor desempenho arrecadatório desde 2000.

Confira a arrecadação em cada mês do ano:

Janeiro: R$ 301,2 bilhões
Fevereiro: R$ 202,4 bilhões
Março: R$ 209,7 bilhões
Abril: R$ 247,7 bilhões
Maio: R$ 230 bilhões
Junho: R$ 234,6 bilhões
Julho: R$ 254,2 bilhões
Agosto: 208,791 bilhões

No acumulado de 2025, a arrecadação chegou a R$ 1,88 trilhão, o que representa um acréscimo pela inflação de 4,436% em comparação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com o Fisco, o desempenho da arrecadação observado de janeiro a agosto pode ser explicado pelo acréscimo observado no período pode ser explicado, principalmente, por alterações na legislação do Juros sobre Capital Próprio e pela calamidade no Rio Grande do Sul.

De acordo com o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, a desaceleração econômica, causada pela alta da taxa de juros, impacta diretamente na arrecadação. Na prática, isso quer dizer que com o elevado índice de juros, as pessoas tendem a comprar menos, o que impacta nas vendas do comércio e na arrecadação de impostos.

Confira as justificativas do Fisco para arrecadação no mês de agosto:

  • O IRPJ e a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) apresentaram uma arrecadação de R$ 28.933 milhões, representando decréscimo real de 8,27%. Esse desempenho é explicado pelo decréscimo real de 11,08% na arrecadação da estimativa mensal e à queda de 17,67% da arrecadação do balanço trimestral.
  • O PIS/Pasep e a Cofins totalizaram uma arrecadação de R$ 46.242 milhões, com decréscimo real de 3,70%. Esse resultado se deve da redução de 2,54% no volume de vendas (PMCIBGE) e do aumento de 2,78% no volume de serviços (PMS-IBGE) entre julho de 2025 e julho de 2024.
  • O IOF apresentou uma arrecadação de R$ 8.449 milhões, representando crescimento real de 35,57%.

Confira as justificativas para arrecadação no acumulado do ano:

  • A Receita Previdenciária apresentou uma arrecadação de R$ 463.301 milhões, representando crescimento real de 3,37%. Esse resultado se deve ao crescimento real de 5,96% da massa salarial.
  • O PIS/Pasep e a Cofins totalizaram uma arrecadação de R$ 378.917 milhões, com crescimento real de 3,55%.
  • O Imposto de Importação e o IPI vinculado à Importação apresentaram uma arrecadação de R$ 81.758 milhões, resultando em um crescimento real de 18,29%.

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