Após meses de queda, vendas no varejo crescem 0,2% em agosto

As vendas no comércio registraram alta de 0,2%, após 4 meses consecutivos de quedas, diz IBGE. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira

atualizado

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Leonardo Arruda/Especial para o Metrópoles
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1 de 1 varejo loja comércio - Foto: Leonardo Arruda/Especial para o Metrópoles

O volume de vendas do comércio varejista no país avançou 0,2% em agosto em relação a julho, marcando o fim do ciclo de quedas consecutivas por quatro meses.  Os dados, divulgados nesta quinta-feira (15/10), são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, em 2025, o varejo acumulou crescimento de 1,6%. Já no acumulado em 12 meses, a taxa foi de 2,2%, registrando o menor crescimento desde janeiro de 2024.

A pesquisa aponta que houve predominância de taxas positivas na passagem de julho para agosto de 2025. As taxas positivas foram registradas em cinco dos oito setores: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,9%); tecidos, vestuário e calçados (1,0%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,7%); móveis e eletrodomésticos (0,4%); e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,4%).

Já as taxas negativas ficaram por conta de lLivros, jornais, revistas e papelaria (-2,1%); combustíveis e lubrificantes (-0,6%); e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,5%).

Para o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, o comércio apresenta cenário de sustentação de uma base ainda alta. “Temos de lembrar que são cinco meses consecutivos com variações muito baixas, muito próximas de zero, tanto pra cima quanto pra baixo. O que muda é que a sequência de quatro variações pequenas, mas com viés de baixa, já estava fazendo uma diferença para o pico da série de março, em termos de patamar. Assim, com a entrada de agosto, observamos que essa diferença para de aumentar”, explicou.


O que é a PMC

  • Iniciada em janeiro de 1995, a pesquisa produz indicadores sobre o comportamento conjuntural do comércio varejista no país.
  • Para calcular a Pesquisa Mensal de Comércio, o IBGE monitora a receita bruta de revenda nas empresas formais, com 20 ou mais trabalhadores, cuja atividade principal é o comércio varejista.
  • A PMC traz indicadores de faturamento real e nominal, pessoal ocupado e salários e outras remunerações.

Comércio Varejista Ampliado

O comércio varejista ampliado inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, registrou alta de 0,9% em agosto na comparação com julho. Frente a agosto de 2024, houve queda de 2,1%, completando três meses de perdas. No ano e em 12 meses, o varejo ampliado acumula -0,4% e 0,7%, respectivamente.

Veículos e motos, partes e peças registraram alta de 2,3% enquanto material de construção variou 0,1%. Atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo não possui divulgação nessa comparação por não apresentar número suficiente de meses para ser submetida à modelagem de ajuste sazonal, informou o IBGE.

Indicadores

Foram registradas quedas em duas das oito categorias analisadas pela pesquisa. Veja variação dos indicadores:

  • Combustíveis e Lubrificantes: 0,4%
  • Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -0,5%
  • Tecidos, vestuário e calçados: 0,7%
  • Móveis e eletrodomésticos: 2,7%
  • Artigos farmacêuticos e de perfumaria: 2,3%
  • Livros, jornais e papelaria: 0,5%
  • Equipamento e e material para escritório: -0,7%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,1%

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