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Economia

Após desavenças, sócios dividem Azzas 2154, dona da Arezzo, Farm e Hering

Empresa vai ser separada em duas partes, com blocos formados pela Arezzo&Co e Soma. Farm terá uma estrutura independente

02/09/2026 17:48
Hering/Divulgação
Vitrine de loja da Hering - Metrópoles

A Azzas 2154 anunciou, nesta quarta-feira (2/9), uma reorganização societária que dará origem a duas companhias abertas independentes. São elas a Arezzo&Co e Soma. Além disso, uma terceira estrutura societária será criada para abrigar a Farm Rio.

A operação é resultado de um acordo entre os acionistas de referência da companhia, dividida em dois blocos. Um deles é liderado por Alexandre Café Birman. O outro tem no comando Roberto Jatahy.

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Em linhas gerais, Birman ficará com a Arezzo (que também reúne marcas do setor de calçados e bolsas como Schutz, Anacapri, Vans, Alexandre Birman e Carol Bassi), além da Hering e suas extensões (como Hering Sports e Hering Kids).

A Soma, de Jatahy, reunirá as marcas de vestuário feminino premium Animale, Cris Barros, Maria Filó e NV, e de vestuário masculino Reserva e suas extensões (Reserva Mini, Reserva Ink e Reserva Go, Oficina e Foxton, além do Off Premium).

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Pelo acordo, Jatahy abrirá mão da Farm Rio, que, como mencionado, será encaixada numa sociedade específica na qual as duas empresas terão participação. A Arezzo vai deter 57,4% do novo negócio, enquanto a Soma terá 42,6%.

Independentes

Arezzo e Soma serão companhias abertas independentes, ambas listadas no Novo Mercado da Bolsa brasileira (B3), com conselhos de administração, administrações, estruturas de capital, estratégias, orçamentos e planos de negócios próprios.

A Farm Rio terá gestão e governança específicas, preservando sua autonomia e permitindo que Arezzo&Co e Soma continuem participando de seu desenvolvimento e da criação de valor futura da marca.

Desentendimentos

A divisão da Azzas 2154 ocorre depois de uma série de disputas entre os acionistas, que ganharam contornos claros menos de um ano após a fusão entre Arezzo e Soma.

Os resultados do grupo nos últimos períodos também não foram animadores. No segundo trimestre deste ano, a companhia registrou lucro líquido recorrente de R$ 106,5 milhões. A quantia representou uma queda de 62,5% em relação aos ganhos obtidos no mesmo período de 2025.

Justiça

Em maio, a desavença entre os sócios ganhou maior nitidez. Jatahy entrou com um processo contra Birman pedindo que a Justiça impedisse mudanças internas promovidas pelo então presidente da empresa.

A solicitação foi acatada. Com isso, a empresa não pode fazer alterações em sua estrutura interna. Jatahy permaneceu como responsável pelas unidades de vestuário feminino e masculino.