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Brasil

Eclipse anular deste sábado pode causar cegueira; veja cuidados

Fenômeno conhecido como eclipse anular é caracterizado pela formação de um "anel de fogo" no entorno da silhueta da Lua

13/10/2023 02:00, atualizado 13/10/2023 12:54
NASA/Bill Dunford
Imagem colorida mostra eclipse anular registrado em maio de 2012 - Metrópoles

Neste sábado (14/10), moradores de diversas cidades do Brasil poderão acompanhar o eclipse anular do Sol. O evento, no entanto, não deve ser observado de forma direta. Por essa razão, o Metrópoles separou dicas para quem quiser acompanhar o fenômeno com segurança.

O eclipse anular se caracteriza pelo alinhamento da Terra, da Lua e do Sol. A sobreposição resulta na formação de um “anel de fogo” em torno da silhueta da Lua, já que apenas as bordas do Sol ficam visíveis.

Mas a agência espacial norte-americana, a Nasa, alerta: nunca é seguro olhar diretamente para o Sol sem a proteção adequada em um eclipse desse tipo.

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Uma das características do eclipse anular é a formação de uma penumbra ou o escurecimento quase que total do dia. No Brasil, esse fenômeno ocorrerá de maneira mais intensa nas regiões Norte e Nordeste do país. Ainda assim, não será seguro olhar diretamente para o Sol.

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Risco de cegueira

O médico Vinicius Kniggendorf, especialista em retina e vítreo do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), explicou ao Metrópoles que observar o fenômeno sem o devido cuidado pode levar, até mesmo, à queima da retina.

Ele detalha que a lesão de fototoxicidade, como é conhecido esse tipo de lesão causada pela luz, leva a uma queimadura na região central da visão. Isso machuca os fotorreceptores, o que pode levar ao surgimento de manchas, distorções e perda da visão central. Em casos extremos, o resultado pode ser a cegueira.

“Ao olhar diretamente para o Sol, esse risco [de causar uma queimadura] aumenta. A lesão pode ser leve ou grave e, muitas vezes, irreversível, causando baixa da acuidade visual, manchas ou tortuosidades na visão”, completa.

Eclipse anular deste sábado pode causar cegueira; veja cuidados - destaque galeria
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Um registro de eclipse anular também ocorreu na China, em 2010, com a formação do "anel de fogo"
Em 2010, pessoas puderam observar, na Índia, o eclipse anular com óculos de proteção adequado
Eclipse anular pôde ser registrado em Nova York, em junho de 2021
Diferentes fases do eclipse anular registrado no Parque nacional do Grand Canyon, no Arizona (EUA), em 2012
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Diferentes fases do eclipse anular registrado no Parque nacional do Grand Canyon, no Arizona (EUA), em 2012

David McNew/Getty Images
Um registro de eclipse anular também ocorreu na China, em 2010, com a formação do "anel de fogo"
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Um registro de eclipse anular também ocorreu na China, em 2010, com a formação do "anel de fogo"

Visual China Group / Getty Images
Em 2010, pessoas puderam observar, na Índia, o eclipse anular com óculos de proteção adequado
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Em 2010, pessoas puderam observar, na Índia, o eclipse anular com óculos de proteção adequado

EyesWideOpen/Getty Images
Eclipse anular pôde ser registrado em Nova York, em junho de 2021
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Eclipse anular pôde ser registrado em Nova York, em junho de 2021

Noam Galai/Getty Images

Falsa segurança

O uso de chapas de raio-x e de óculos escuros também está descartado. De acordo com o médico Vinicius Kniggendorf, essas soluções não são suficientes para diminuir os riscos à visão durante a observação do eclipse. “Óculos escuros protegem dos raios indiretos e dão conforto, mas para visualização direta [do eclipse] não possuem proteção adequada, assim como as imagens de raio-x”, alerta.

O Observatório Nacional, órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, ainda descarta o uso de celulares, câmeras fotográficas e de telescópios sem os filtros apropriados na hora de observar o fenômeno.

Então, como não perder o fenômeno e garantir a segurança? Uma das possíveis soluções é o uso de óculos com lentes certificadas do tipo NBR/ISO 12312-2 e que filtrem mais de 99,999% da luz solar.

Outra alternativa é a montagem de uma câmara escura. O método utiliza uma superfície com um pequeno furo, por meio do qual passa um feixe de luz que é projetado na superfície lisa, permitindo a observação indireta do eclipse.

Uma última medida é acompanhar a live do Observatório Nacional, que será transmitida por meio do YouTube, neste link, a partir das 11h30 de sábado (14/10). A transmissão ocorre por meio da parceria com instituições nacionais e internacionais, que acompanhará todo o caminho do eclipse.

Entenda o fenômeno

O eclipse anular será visível apenas nas Américas do Norte, Central e Sul. O fenômeno ocorre no momento em que a Lua passa entre o Sol e a Terra, no ponto mais longe do planeta.

Uma vez que a sobreposição não é capaz de cobrir toda a luz solar, forma-se um “anel de fogo” ao redor da silhueta da Lua.

De acordo com a plataforma Time and Date, o eclipse anular no Brasil ocorrerá na tarde de sábado (14/10). Ainda assim, é necessário ficar atento ao do fenômeno na localidade do observador. Em João Pessoa (PB), por exemplo, a formação do ponto máximo do “anel de fogo” será por volta das 16h46.