Durigan diz que EUA não discutiu classificar facções como terroristas
Ministro da Fazenda anunciou que Brasil firmou parceria com norte-americanos para o combate ao crime organizado transnacional
atualizado
Compartilhar notícia

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta sexta-feira (10/4), que as autoridades dos Estados Unidos não levaram a ele qualquer questionamento sobre a possibilidade de os norte-americanos classificarem as facções criminosas que atuam no Brasil como organizações terroristas.
“Nós não tratamos sobre isso. Não é um tema que eles tenham trazido. Eu também tenho ouvido muito isso pelos jornais e não houve um embasamento ou um relato de processo ou de qualquer investigação nesse sentido”, frisou.
A afirmação ocorreu durante anúncio de uma cooperação mútua entre a Receita Federal do Brasil (RFB) e o U.S. Customs and Border Protection (CBP), agência de fronteiras dos Estados Unidos, para o combate ao crime organizado transnacional.
O acordo de cooperação entre Brasil e EUA visa a combater o crime organizado transnacional. O anúncio feito pelo ministro nesta sexta tem como foco a integração de esforços de inteligência dos dois países e operações conjuntas para interceptar remessas ilícitas de armamentos e entorpecentes.
Armas dos EUA e novas parcerias
O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou que o órgão interceptou 1.168 partes e peças de armas que correspondem a cerca de 550 kg vindos dos EUA.
Durigan viaja para os Estados Unidos na próxima semana. Ele afirmou que “há interesse” em novas conversas a respeito de parcerias entre Brasil e os norte-americanos.
“Há interesse de fazer conversa sobre aumento de cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos na minha viagem da próxima semana”, afirmou o ministro.
As autoridades não estiveram presentes no anúncio feito pelo governo federal, no entanto, elas estiveram no ministério antes da celebração.
