Drenos ilegais para soja destroem veredas no norte de GO, diz polícia

Delegacia de Meio Ambiente contabilizou cerca de 40 km de valas profundas que retiram umidade do solo e acabam provocando seca em rios

atualizado

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dreno seca rio crixas goias (1) (1)
1 de 1 dreno seca rio crixas goias (1) (1) - Foto: PCGO/DEMA

Goiânia – A Polícia Civil de Goiás flagrou uma fazenda gigantesca com cerca de 40 km de drenos ilegais, que acabaram destruindo uma área de preservação permanente, antes composta por veredas, parte úmida do cerrado e onde estão presentes nascentes.

Os drenos são espécies de canais que escoam a água de determinada área, permitindo o uso daquele solo para plantio ou criação de bovinos. Esse drenos ilegais foram flagrados em uma operação da Polícia Civil na semana passada, no município de Bonópolis, próximo ao rio Crixás-Açu, no norte de Goiás.

Veja o vídeo:

Esses canais foram encontrados em uma fazenda com cerca de 14 mil hectares, segundo o delegado Luziano Carvalho, da Delegacia Estadual do Meio Ambiente (Dema), que coordena a investigação. O nome da propriedade e do dono não foram relevados.

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Polícia investiga destruição de veredas em fazenda
Construção de drenos afeta lençol freático, diz polícia
Fazenda tem quilômetros de drenos
Drenos chegam a ter metros de profundidade
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Drenos chegam a ter metros de profundidade

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Polícia investiga destruição de veredas em fazenda
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Polícia investiga destruição de veredas em fazenda

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Construção de drenos afeta lençol freático, diz polícia
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Construção de drenos afeta lençol freático, diz polícia

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Fazenda tem quilômetros de drenos
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Fazenda tem quilômetros de drenos

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O investigador explicou ao Metrópoles que inicialmente essa água fica canalizada, ficando com a aparência de um córrego. No entanto, a tendência é que isso acabe secando. Os drenos mais antigos desta fazenda já estão assim. Isso também colabora para a seca, pois essa água iria para o lençol freático, segundo o delegado.

“Agora que é a hora que todo mundo deve voltar para a questão hídrica”, defendeu Luziano Carvalho, considerando que os próximos meses devem ser sem chuvas.

Investigação

Segundo o delegado, um representante da fazenda teria justificado que os drenos foram construídos para evitar alagamentos e permitir a plantação de soja. Luziano lembrou que o local é de preservação permanente.

O inquérito deve ser concluído nos próximos dias e a Delegacia do Meio Ambiente vai propor um termo de ajuste de conduta, para que o proprietário da fazenda desfaça esses drenos e tente recuperar a área.

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