Dr. Jairinho tem salário suspenso e será afastado da Câmara do Rio

Padrasto de Henry Borel foi preso na manhã desta quinta-feira (8/4), ao lado da mãe do menino, Monique Medeiros

atualizado 08/04/2021 11:47

Vereador do Rio e médico Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade)Reprodução redes sociais

Rio de Janeiro – O Conselho de Ética da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro vai se reunir, às 18h desta quinta-feira (8/4), na sala das comissões, para discutir a prisão do médico e vereador Dr. Jairinho (Solidariedade). O padrasto de Henry Borel Medeiros, 4 anos, foi preso na manhã desta quinta-feira, acusado pela morte da criança, ao lado de Monique, mãe do garoto.

Em nota, a Câmara confirmou que o pagamento do vereador está suspenso.

“Em razão da prisão, o vereador tem sua remuneração imediatamente suspensa e fica formalmente afastado do mandato a partir do trigésimo primeiro dia, na forma do art. 14 do Regimento Interno”.

Como Jairinho é membro do conselho, o suplente, Luiz Ramos Filho (PMN), será imediatamente convocado. Ele confirmou que vai assumir a cadeira no Conselho.

“Nunca poderia imaginar que assumiria numa situação desta. Fui eleito suplente do Conselho de Ética e vou cumprir o meu papel. O caso é extremamente grave e o Conselho da Câmara precisa dar uma resposta imediata. Mas temos que agir com imparcialidade, com firmeza e amparados pela lei. Precisamos ouvir a procuradoria da Casa para dar uma resposta à sociedade”, disse Luiz Ramos Filho.

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Membro do Conselho de Ética, a vereadora Teresa Bergher (Cidadania) vai pedir que o vereador Jairinho (Solidariedade) seja afastado.

“Ele [Dr. Jairinho] precisa ser afastado imediatamente. Pela imagem da Casa, pela credibilidade de cada um de nós vereadores e por respeito a esta criança vítima de um cruel assassinato e a toda a população que representamos”, afirmou Teresa.

O Vereador Chico Alencar (PSOL), membro titular do conselho, também manifestou indignação com o caso e também vai representar contra Dr. Jairinho.

“É incompatível, para nós, que uma pessoa sobre a qual pesa acusação de crime tão abominável prossiga exercendo função pública, e com todas as prerrogativas dela – exceto a de comparecer às sessões, por estar preso. Aliás, ele estava sumido da Câmara desde que o provável crime terrível pelo qual está investigado foi tornado público. Vamos preparar uma representação pela cassação do seu mandato”, disse Chico.

Jairinho foi eleito membro do Conselho de Ética no último dia 11, três dias depois da morte de Henry Borel.

O que diz o rito

Quando um vereador é preso, ele é automaticamente afastado. Se esse vereador ficar 120 dias fora do cargo, assume um suplente. Para o afastamento do Conselho de Ética, algum membro deve fazer uma representação.

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