Dosimetria: “Como está, não passa”, diz presidente da CCJ do Senado

Senador Otto Alencar (PSD-BA) disse que vai pautar dosimetria na quarta-feira (17/12), mas ainda não há acordo sobre pedido de vista

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
Senador Otto Alencar (PSB-BA)
1 de 1 Senador Otto Alencar (PSB-BA) - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), disse, nesta segunda-feira (15/12), ao Metrópoles que o texto do Projeto de Lei (PL) da Dosimetria aprovado pela Câmara dos Deputados na semana passada “não passa” na Casa. A votação da proposta está marcada para quarta-feira (17/12) na comissão.

“Do jeito que veio da Câmara, não passa. Você tem uma maioria contrária na comissão e no plenário”, disse o presidente da CCJ. Otto, no entanto, declarou que mantém a análise do tema para quarta e que o relator, senador Esperidião Amin (PP-SC), deve apresentar seu parecer com mudanças no texto.

O PL da Dosimetria reduz as penas para os presos envolvidos nos atos do 8 de Janeiro. Entre os beneficiados pelo texto, está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.

O impasse sobre o texto que chegou ao Senado está no alcance do projeto. Senadores argumentam que a proposta abrange criminosos condenados por outros crimes, o que abriria precedente para reduzir a pena de diferentes pessoas, como as condenadas por organização criminosa, por exemplo.

O colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, conversou com o relator de outro texto na área da segurança, o PL Antifacção, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que já anunciou um voto em separado pela rejeição do texto da dosimetria. Em entrevista à coluna, Vieira disse que procurou Amin para a mudança do projeto.

“Existe um problema, sim, quando você muda a regra da progressão de regime, que faz uma tentativa de mudança destinada apenas a quem está envolvido nos chamados atos golpistas, mas ela acaba ultrapassando e tocando alguns outros crimes”, esclareceu o senador.

Sem acordo sobre pedido de vista

Questionado, o presidente da CCJ disse que “não tem como fazer” um termômetro de qual acordo será construído em relação ao pedido de vista. Se a maioria quiser vista de quatro horas, será de quatro horas, mas, se tiver maioria para mais de um dia, poderá ser vista maior, o que adiaria o debate para 2026.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), quer a votação na quarta e já incluiu o assunto na pauta do plenário da Casa para o mesmo dia. Um possível adiamento do debate por mais de quatro horas na CCJ contraria o desejo do senador do Amapá.

Otto: substitutivo seria ideal

Para o presidente da CCJ, a apresentação de um substitutivo seria uma solução melhor para a Dosimetria. Porém, Otto reconhece que isso adiaria ainda mais o debate, já que, se o relator escolher esse caminho, o projeto, depois de aprovado, vai à Câmara e, se deputados fizerem mudanças, volta ao Senado para a palavra final dos senadores.

No momento, o que há no Senado é um impasse em relação à tramitação do projeto. De um lado, a oposição trabalha para votar o tema ainda este ano. Alcolumbre também deseja encerrar o assunto o mais rápido possível. No outro polo, governistas insistem no adiamento do debate para 2026. O rumo final da proposta vai depender do poder de convencimento de um dos grupos em relação ao presidente da Casa.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?