Doria: “Vamos buscar uma mulher para ser vice na chapa do PSDB”

Governador de São Paulo disse que quer uma mulher na chapa, caso vença prévias do PSDB para ser candidato à presidência da República em 22

atualizado 18/09/2021 17:21

Governador de São Paulo, João DoriaFábio Vieira/Metrópoles

São Paulo – O governador de São Paulo, João Doria, afirmou neste sábado (18/9) que, caso seja escolhido o candidato do PSDB para disputar a presidência da República em 2022, vai querer uma vice mulher na chapa.

“Se tivermos oportunidade de vencer, além de dialogar com vários outros partidos, vamos buscar uma mulher para ser vice na chapa do PSDB na Presidência da República”, disse. Doria destacou que essa foi uma decisão pessoal dele, “e não uma reivindicação das tucanas”.

O anúncio foi feito durante um encontro do PSDB Mulher realizado em São Paulo neste sábado, que contou com a presença de 4 mil filiadas tucanas. Neste evento, a presidente nacional do PSDB Mulher, a ex-governadora do Rio Grande do Sul Yeda Crusius, declarou apoio a Doria nas prévias tucanas.

As prévias vão ocorrer em 21 de novembro e, além de Doria, estão na disputa o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o senador Tasso Jereissati (CE) e o ex-senador Arthur Virgílio (AM).

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“O PSDB é conhecido como um partido do muro, mas é porque a gente gosta de subir e olhar os dois lados. Tenho 30 anos de relação com Doria, de política vivida. Eu, pessoalmente, sou João Doria”, afirmou Yeda. Entretanto, Yeda disse que o PSDB Mulher dá “total autonomia” para as filiadas escolherem o seu candidato nas prévias. “Isso é democracia interna. Mas eu sou João Doria. Não ficarei no muro”, destacou.

No evento, Doria ainda assinou uma Carta-Compromisso do PSDB Mulher Nacional para o Brasil apresentada por Yeda Crusius ao governador. O documento é pautado no Planejamento Estratégico 2021/2022. “Hoje, assinamos uma carta para incentivar e apoiar a participação das mulheres na política, por uma sociedade mais justa, igualitária”, falou.

Além disso, o governador destacou, em seu discurso, políticas públicas relacionadas a mulheres. “Lugar de mulher é onde ela quiser estar. Aqui no estado de São Paulo se respeita a mulher. E quem não quiser respeitar, tem a lei. Aqui temos 138 Delegacias da Mulher. E vamos a 150”, falou.

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