Doria ordena retorno, mas só 24% das escolas estaduais podem manter distanciamento

A partir de novembro, todas as escolas voltam ao ensino presencial, sem rodízio, pois distanciamento não será mais obrigatório

atualizado 14/10/2021 15:27

Estudantes chegam na escola E.E Prudente de Morais no Bom Retiro, zona norte de São Paulo, nesta manhã de segunda-feira (08). Hoje da o início as aulas presencias na rede estadual de ensino.Fábio Vieira/Metrópoles

São Paulo – O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), decretou o retorno do ensino presencial na rede estadual, mas só 1.251 escolas estaduais (24% da rede) conseguem receber todos os alunos mantendo o distanciamento mínimo de 1 metro entre eles e, por isso, poderão encerrar aulas remotas e retomar integralmente as aulas presenciais a partir da próxima segunda-feira (18/10), informou a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo.

Para o restante das escolas (76%), que não conseguem receber todos os estudantes ao mesmo tempo e manter esse distanciamento mínimo de 1 metro entre eles, continua em vigor o rodízio entre aulas presenciais e remotas até 3 de novembro, quando todas terão de encerrar o regime à distância e o distanciamento não será mais obrigatório.

O Governo de São Paulo avaliou que a partir de novembro não será mais necessário manter a exigência de distanciamento entre alunos, pelo avanço da vacinação no estado e pela redução do número de casos de coronavírus.

Conselho vai avaliar sobre escolas privadas

O Conselho Estadual de Educação ainda vai deliberar como será o retorno 100% presencial de escolas privadas, mas já há instituições que retornaram rodízio entre presencial e remoto.

De todo jeito, nas aulas presenciais é ainda exigido o uso obrigatório de máscara por estudantes e funcionários, assim como o fornecimento de álcool em gel nas escolas e de equipamentos de proteção individual para professores e funcionários.

O Governo de São Paulo já tinha decretado o retorno às aulas presenciais desde agosto – escolas sem espaço suficiente já estavam em rodízio desde então. Também na ocasião o governo reduziu o distanciamento mínimo entre as carteiras de 1,5 metro para 1 metro.

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