Doria dá prazo para Ministério da Saúde decidir sobre compra de vacina
Governador de SP diz que doses serão distribuídas a estados e prefeituras, caso pasta não confirme aquisição de lote até semana que vem

São Paulo – O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta sexta-feira (29/1) que o Ministério da Saúde tem até a próxima semana para decidir se comprará 54 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 do Instituto Butantan. Caso a pasta não confirme a aquisição, segundo Doria, o lote complementar do imunizante será distribuído a estados e municípios.
A previsão é de que os 54 milhões restantes sejam produzidos no início de abril. Na noite de quarta-feira (27/1), o Ministério da Saúde afirmou, em nota, que conta com exclusividade contratual para a compra das vacinas, e que tem até o fim de maio para decidir se vai adquirir as doses.
“O mundo todo comprando vacinas e, aqui, o Ministério da Saúde vai avaliar, vai decidir daqui a dois meses se compra ou não. Então, colocamos de forma clara: se o Ministério da Saúde não definir até semana que vem se compará, colocaremos as vacinas à disposição de governadores e prefeitos para vacinar mesmo diante desse negacionismo e falta de compaixao do ministério”, afirmou Doria, em entrevista nesta sexta-feira (29/1) à rádio Jovem Pan.

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Sobre a intenção de exportar a vacina, o governador disse que a prioridade será a distribuição no Brasil e que há outro lote de 40 milhões de doses para países da América Latina.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Já temos 13 governos estaduais, além do governo de São Paulo, que formalizaram a decisão de adquirir a vacina do Butantan e 1.208 municípios que fizeram o mesmo, caso o Ministério da Saúde não confirme até o fim da semana que vem a aquisição dessas 54 milhões de doses”, acrescentou o governador.
Doria rebateu críticas do Ministério da Saúde de que estaria sendo midiático em relação à compra das 54 milhões doses pela pasta.
“Não há nada de midiático, há sim seguir a ciência e a determinação de proteção às pessoas. É isso que temos que fazer. Agora, em São Paulo, nós não somos terraplanistas. Não somos negacionistas. Não recomendamos cloroquina. Não usamos expressão: ‘Pressa pra quê?’, ‘E daí?’, ‘Não é comigo'”, disse.


















