Doria dá prazo para Ministério da Saúde decidir sobre compra de vacina

Governador de SP diz que doses serão distribuídas a estados e prefeituras, caso pasta não confirme aquisição de lote até semana que vem

atualizado 29/01/2021 9:53

O governador de São Paulo João Doria, em coletiva sobre as restrições contra o coronavírus no estado.Fábio Vieira/Metrópoles

São Paulo – O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta sexta-feira (29/1) que o Ministério da Saúde tem até a próxima semana para decidir se comprará 54 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 do Instituto Butantan. Caso a pasta não confirme a aquisição, segundo Doria, o lote complementar do imunizante será distribuído a estados e municípios.

A previsão é de que os 54 milhões restantes sejam produzidos no início de abril. Na noite de quarta-feira (27/1), o Ministério da Saúde afirmou, em nota, que conta com exclusividade contratual para a compra das vacinas, e que tem até o fim de maio para decidir se vai adquirir as doses.

“O mundo todo comprando vacinas e, aqui, o Ministério da Saúde vai avaliar, vai decidir daqui a dois meses se compra ou não. Então, colocamos de forma clara: se o Ministério da Saúde não definir até semana que vem se compará, colocaremos as vacinas à disposição de governadores e prefeitos para vacinar mesmo diante desse negacionismo e falta de compaixao do ministério”, afirmou Doria, em entrevista nesta sexta-feira (29/1) à rádio Jovem Pan.

0
Exportação

Sobre a intenção de exportar a vacina, o governador disse que a prioridade será a distribuição no Brasil e que há outro lote de 40 milhões de doses para países da América Latina.

“Já temos 13 governos estaduais, além do governo de São Paulo, que formalizaram a decisão de adquirir a vacina do Butantan e 1.208 municípios que fizeram o mesmo, caso o Ministério da Saúde não confirme até o fim da semana que vem a aquisição dessas 54 milhões de doses”, acrescentou o governador.

Doria rebateu críticas do Ministério da Saúde de que estaria sendo midiático em relação à compra das 54 milhões doses pela pasta.

“Não há nada de midiático, há sim seguir a ciência e a determinação de proteção às pessoas. É isso que temos que fazer. Agora, em São Paulo, nós não somos terraplanistas. Não somos negacionistas. Não recomendamos cloroquina. Não usamos expressão: ‘Pressa pra quê?’,  ‘E daí?’, ‘Não é comigo'”, disse.

Mais lidas
Últimas notícias