Doria a Alckmin: “Sempre criticou o PT e agora se associa a Lula?”

Tucano fez críticas ao ex-governador, e questionou se Alckmin não se arrependeu de sair do PSDB depois de 33 anos

atualizado 23/03/2022 15:47

Fábio Vieira/Metrópoles

São Paulo – O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), teceu críticas ao ex-governador e ex-colega de partido Geraldo Alckmin nesta quarta (23/3), dia em que o ex-tucano se filiou ao PSB.

Doria foi questionado durante coletiva de imprensa se já se arrependeu por ter se afastado de Alckmin durante a campanha eleitoral de 2018 e depois disso – um isolamento que foi seguido por demais membros do PSDB e resultou na saída do ex-governador do partido.

Doria disse que “quem deve ter arrependimento é Geraldo Alckmin, porque depois de 33 anos de PSDB, quem abandonou o partido foi ele”.

“Geraldo Alckmin, você não está arrependido de sair depois de 33 anos, depois de ter sido fundador do PSDB, que combateu a corrupção de Lula nos 13 anos de lulismo no governo do PT, um partido que o senhor criticou inúmeras vezes em debates, manifestações, artigos? Agora o senhor se associa a Lula e aceita fazer parte de uma chapa como vice-presidente de Luiz Inácio Lula da Silva?”, questionou Doria.

Doria ainda disse que manifesta seu “respeito pela sua trajetória e pela sua biografia”, mas quer “distância em relação a Lula e ao petismo”.

Alckmin, agora no PSB, está em tratativas avançadas para ser vice do petista, mas ele ainda não foi lançado oficialmente neste posto. Isso deve ocorrer em abril, em um evento do PT que irá apresentar oficialmente Lula como candidato e o ex-governador como vice.

Doria é pré-candidato do PSDB à presidência da República, e se apresenta como uma alternativa a polarização Lula e Jair Bolsonaro (PL), mas não deslancha nas pesquisas de intenção de voto. Ele argumenta que “neste momento a população brasileira não está preocupada com eleição, mas com a comida no prato, vacinação, proteção de seu emprego”.

Sua candidatura não é uma certeza: os tucanos, junto com o Cidadania, o União Brasil e o MDB discutem um candidato único da “terceira via”, que deve ser definido até junho. O PSDB busca trazer para essa discussão também o Podemos, partido de Sergio Moro, mas ainda não houve acertos.

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