Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Dona de clínica estética é presa após morte de paciente em Goiás

De acordo com a PCGO, produto usado na paciente não é liberado pela Anvisa. Danielle Mendes sofreu um choque anafilático, e não resistiu

04/12/2024 09:52, atualizado 04/12/2024 12:33
Divulgação/PCGO
imagem colorida clinica interditada apos morte de paciente

Goiânia – A dona de uma clínica de estética localizada no Setor Parque Lozandes, na capital goiana, foi presa na segunda-feira (2/12) por irregularidades encontradas no local. Dias antes, no sábado (30/11), uma paciente morreu após a realização de um procedimento estético no estabalecimento.

A vítima, identificada como Danielle Mendes, de 44 anos, foi atendida no sábado pela manhã, pela própria dona da clínica, que se apresenta como biomédica e enfermeira.

No mesmo dia, a paciente sofreu um choque anafilático em decorrência do produto injetado no rosto dela. A mulher teve uma parada cardiorrespiratória no local e, apesar de ter sido socorrida pelo Samu, ela teve a morte cerebral decretada na noite de domingo (1º/12).

Dona de clínica estética é presa após morte de paciente em Goiás - destaque galeria
3 imagens
Dona da clínica foi presa em flagrante
Danielle Mendes teve choque anafilático, seguido de parada cardiorrespiratória, após passar por aplicação de substância no rosto
Segundo a PCGO, clínica tinha diversas irregularidades
1 de 3

Segundo a PCGO, clínica tinha diversas irregularidades

Divulgação/PCGO
Dona da clínica foi presa em flagrante
2 de 3

Dona da clínica foi presa em flagrante

Divulgação/PCGO
Danielle Mendes teve choque anafilático, seguido de parada cardiorrespiratória, após passar por aplicação de substância no rosto
3 de 3

Danielle Mendes teve choque anafilático, seguido de parada cardiorrespiratória, após passar por aplicação de substância no rosto

Reprodução/Redes sociais

Produto não liberado

O produto usado no rosto da servidora pública que morreu após realizar um procedimento estético não é autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de acordo com a Polícia Civil.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

De acordo com a delegada Débora Melo, a paciente recebeu uma aplicação de hialuronidase. O produto é um tipo de enzima, produzida de forma manipulada, usada para corrigir procedimentos feitos com ácido hialurônico.

Além disso, ao comparecer na clínica, a PCGO encontrou diversas irregularidades no local, entre elas: produtos sem registro na Anvisa; produtos vencidos; anestésicos de uso hospitalar; e materiais cirúrgicos não esterilizados.

Conforme a polícia, a dona da clínica acabou presa em flagrante pelos crimes de vender serviço ou mercadoria impróprios ao consumo, executar serviço de alta periculosidade sem autorização legal e exercício ilegal da medicina.

Também foi instaurado inquérito para apurar todas as circunstâncias que levaram à morte da vítima e a que título se deu a responsabilidade da autora pelo evento lesivo (homicídio culposo ou homicídio com dolo eventual).