Diretor da Vale entende que barragem de Laranjeiras não oferece riscos

Apesar da companhia ter removido a população da área de impacto de Laranjeiras, Luciano Siani confirma que não há problemas na estrutura

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atualizado 12/02/2019 20:17

O diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores da Vale, Luciano Siani Pires, disse nesta terça-feira (12/2) que “qualquer micro-anomalia” identificada nas barragens à montante da companhia em Minas Gerais pode “deflagrar distúrbios”. A declaração foi feita na entrevista coletiva realizada hoje pela empresa, em resposta a uma pergunta sobre a possibilidade de remoção de moradores e funcionários e estruturas da própria mineradora de áreas de impacto nas barragens de maior risco.

“O apetite para risco está muito menor. Qualquer micro-anomalia pode deflagrar distúrbios”, disse. “Nosso foco tem sido certificar que a mancha no entorno das barragens (áreas que podem ser atingidas) estão livres de risco”, completou.

De acordo com Siani, embora no fim de semana a companhia tenha deflagrado um processo de remoção de moradores da área de impacto da barragem de Laranjeiras, no município de Barão de Cocais (MG), a Vale entende que não há risco na estrutura. Ele garantiu que a mineradora manterá o esforço para liberar a utilização da barragem, que está suspensa pela justiça, mas é essencial para operação da mina de Brucutu. “A Vale entende que Laranjeiras não oferece risco”, disse.

Documentos anexados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) na Ação Civil Pública (ACP) contra a mineradora mostram que pelos menos outras cinco estruturas tinham avaliação de risco e impacto até maior que o da barragem I da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, que rompeu em janeiro. O diretor frisou, porém, que todas as estruturas já estão inativas à exceção de Laranjeiras. “A companhia pretende se comportar de maneira exemplar em todos os aspectos dessa tragédia”, garantiu.