Refugiados no Brasil têm grau de escolaridade maior que brasileiros
Pesquisa do ONU revela que 34% tem nível superior. Ainda assim, poucos conseguem trabalhar na área de conhecimento
atualizado
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Refugiados que vivem no Brasil têm grau de escolaridade acima da média da população brasileira, de acordo com pesquisa sobre o perfil socioeconômico dessa população lançada nesta quinta-feira (30/05/2019) pela agência da ONU para refugiados (Acnur), com pesquisadores de oito universidades do país.
No entanto, apesar de ter grau de escolaridade superior, poucos conseguem validar seus diplomas no país e trabalhar em sua área de conhecimento. Além disso, são os mais afetados pelo desemprego. As informações são da Folha de S. Paulo.
A pesquisa revela também que apenas 20% das famílias de refugiados tem renda domiciliar acima de R$ 3 mil. Ao todo, dois terços dizem que a renda não é suficiente para cobrir as despesas.
Para a pesquisa, foram entrevistadas 487 pessoas em 14 cidades de sete estados (Amazonas, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo) mais o Distrito Federal. As respectivas unidades federativas acolhem 94% dos refugiados sob proteção do governo.
Dos entrevistados, 34,4% concluíram o ensino superior – no Brasil, cerca de 15,7% da população atingiu o mesmo nível educacional, segundo o IBGE. Porém, apenas 31,8% dos refugiados conseguem utilizar suas habilidades profissionais no seus trabalhos atuais, como também a taxa de desemprego (19,5%) é maior que a média geral.
