Dino: Moraes paga “preços injustos” por ser relator da trama golpista

Flávio Dino lamentou sanções sofridas pelo colega. Além do visto dos EUA revogado, Moraes foi sancionado, também, com base na Lei Magnitsky

atualizado

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O ministro Flavio Dino, que anulou votação da CPMI do INSS
1 de 1 O ministro Flavio Dino, que anulou votação da CPMI do INSS - Foto: Gustavo Moreno/STF

Durante a dosimetria das penas dos réus do núcleo crucial da trama golpista, nesta quinta-feira (11/9), o ministro Flávio Dino lamentou que o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, tenha que pagar “preços injustos” vindos de “uma mentira que deseduca a sociedade”.

“O relator tem pago preços injustos. Injustos não por ele, mas pela família dele”, disse Dino.

Além de ataques constantes por parte de aliados do ex-presidente, Moraes foi alvo de sanções aplicadas pelo governo dos Estados Unidos. O ministro e familiares tiveram os vistos revogados, e ele foi sancionado, ainda, com base na Lei Magnitsky.

Criada com o objetivo de punir autoridades internacionais acusadas de violação aos direitos humanos, a lei norte-americana afeta os alvos, principalmente, por meios econômicos, como o congelamento de bens e contas bancárias em solo ou instituições dos EUA.

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Julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro; na foto, o ministro Alexandre de Moraes
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Ministra Cármen Lúcia
Ministro Cristiano Zanin
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Condenação

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) fechou em 4 a 1 o julgamento da trama golpista, condenando o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados dele por crimes, como organização criminosa e golpe de Estado. É a primeira vez que um ex-presidente do Brasil é condenado por crimes contra a democracia.

Após o voto do ministro Luiz Fux, que discordou dos colegas de Supremo Alexandre de Moraes e Flávio Dino, os ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin votaram, na tarde desta quinta, e fecharam a condenação pelo placar de 4 a 1. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.

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