Dino ironiza IA da Meta: “Quero ver tirarem o passaporte dela”. Vídeo
O ministro Flávio Dino foi o quinto a votar na ação que trata da responsabilização das plataformas de redes sociais por conteúdo de usuários
atualizado
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), expôs uma pesquisa sobre liberdade de expressão que ele fez com a inteligência artificial da Meta e o resultado apresentado pela ferramenta. Em julgamento que trata da responsabilização das big techs por conteúdo ilícito postado por usuários, Dino disse, antes de proferir seu voto, que pesquisou com a própria IA da Meta se a liberdade de expressão é absoluta.
Veja o momento:
A resposta que obteve foi: “A liberdade de expressão é um direito fundamental, mas não é absoluto. Embora seja essencial para a democracia, a liberdade individual, existem limites e restrições que podem ser aplicadas em certos casos”.
Dino ainda leu a resposta da gigante do setor que tratou de discursos de ódio, violência, calúnia, difamação e ordem pública.
Após todas as considerações lidas, Dino ironizou que a opinião da Meta, de que “a liberdade de expressão pode ser limitada se for considerada uma ameaça à ordem pública ou estabilidade social”, seria como a de um jurista. E, diante do contexto de restrições dos Estados Unidos a passaportes de magistrados, questionou se o passaporte da Meta também deveria ser retido, pois a big tech expõe sua preocupação com os algoritmos.
“Esse jurista se chama Meta. É, essa é a resposta da inteligência artificial da Meta. Então, eu não posso discordar, se até a ferramenta sabe que ela deve ser controlada. Eu só espero que eles não percam o passaporte. Como é que eles vão tirar o passaporte da Meta? Mas eu fiquei preocupado, porque podem fechar a empresa nos EUA. Já que querem tirar o passaporte do ministro Alexandre, eu sugiro que comecem com a Meta, porque é o que me responderam. Tá aqui no meu celular. Até o algoritmo sabe que eles representam um perigo. Quem somos nós para discordar do tecnodeterminismo?”, disse em plenário.
O ministro começou a votar no caso na manhã desta quarta-feira (11/6). Dino é o quinto ministro a se manifestar sobre o tema. Até agora, todos os votos apresentados têm pontos diversos. Segundo os cálculos feitos pelo ministro Edson Fachin e expostos em plenário, há, pelo menos, 10 pontos divergentes no que tange à responsabilização das big techs por conteúdo ilícito de usuários.
