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Brasil

Dino discorda de Rui Costa e diz que Anuário de Segurança é válido

Ministro Rui Costa atacou dados de pesquisa que mostravam Bahia com mais mortes violentas intencionais e por intervenção policial

30/08/2023 14:59, atualizado 30/08/2023 15:25
Montagem/ Metrópoles
Montagem com fotos coloridas dos ministros Rui Costa e Flávio Dino - Metrópoles

Diferentemente do ministro da Casa Civil, Rui Costa, o ministro da Justiça, Flávio Dino, disse que a pesquisa do Anuário Brasileiro de Segurança é válida e que, inclusive, é utilizada dentro do ministério.

Em entrevista para a Globo News em 14 de agosto, o ministro Rui Costa atacou o Anuário e disse que não reconhecia os parâmetros de comparação e os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), que faz a pesquisa.

Acontece que no último Anuário, o estado da Bahia, governado por Rui Costa em dois mandatos, ficou em primeiro lugar nos rankings de mais mortes violentas intencionais e mais mortes por intervenção policial. A fala de Rui Costa foi vista como uma espécie de negacionismo em segurança pública por especialistas da área.

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Pesquisas válidas

Nesta quarta-feira (30/8), ao ser questionado pelo Metrópoles se pensava como Rui Costa, Dino disse que não ouviu exatamente o que o chefe da Casa Civil declarou, mas quando a reportagem leu a transcrição da fala de Costa, Dino concluiu dizendo que a pesquisa do FBSP é válida.

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“Eu não conheço os parâmetros do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O que eu posso dizer é que são pesquisas realizadas há muitos anos e nós usamos aqui no ministério, as secretarias estaduais usam, exatamente porque não há ainda uma base dados pública que consiga suprir dados dessa instituição e de outras. Então, nós usamos, ou seja, nós consideramos que é uma pesquisa válida”

A gestão de Dino tem se organizado para melhorar o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, o Sinesp, para ter estatísticas de segurança próprias e em tempo real.

Um novo sistema aprimorado começou a ser testado em abril, de forma piloto, nos estados do Ceará, Pará, Mato Grosso, Paraná e Minas Gerais, considerados exemplos quando o assunto é alimentação do sistema de informações sobre segurança do governo federal.