Dilma está no topo de gastos da União com ex-presidentes em 2019

De acordo com dados da Presidência da República, até outubro foram repassados R$ 4 milhões aos staffs dos ex-líderes brasileiros

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 05/12/2019 18:20

No Brasil, cada ex-presidente da República tem direito a carro oficial e uma equipe de oito servidores, entre motoristas, seguranças e assessores, com salários e custos de viagens pagos pela União. Atualmente, todos os ex-líderes fazem uso dos benefícios descritos na Lei nº 7.474/1986 e ajustados pelo Decreto nº 6.381/2008. Neste ano, as estruturas deles custaram, ao total, R$ 3.925.623,92 aos cofres públicos.

Os dados foram disponibilizados via Lei de Acesso à Informação (LAI) pela Presidência da República e divulgados pela agência Fiquem Sabendo. Na lista, estão José Sarney (MDB), Fernando Collor (PTC), Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB).

A estrutura campeã de gastos em 2019 foi a de Dilma, que demandou até outubro um total de R$ 1.077.589,41. Esse valor inclui despesas com os salários da equipe (R$ 573.806,89), diárias e passagens dos servidores (R$ 488.208,14), manutenção e seguro do veículo oficial (R$ 1.585,47) e cartão corporativo (R$ 13.988,91).

As equipes dos ex-presidentes podem ter até oito cargos em comissão de direção e assessoramento superiores (DAS). São dois DAS 102.5 (R$ 13.623,69), dois DAS 102.4 (R$ 10.373,30), dois DAS 102.2 (R$ 3.440,75) e dois DAS 102.1 (R$ 2.701,46). Entre os beneficiários, só Temer não completou todos os cargos e conta com sete assessores.

Aliás, o antecessor de Jair Bolsonaro (sem partido) teve o maior gasto com cartão corporativo (R$ 14.005,48) neste ano. Além do staff de Temer, apenas os grupos de FHC (R$ 5.871,23) e Dilma (R$ 13.988,91) utilizaram o polêmico dispositivo.

Quando o assunto é o custo do automóvel oficial, Fernando Collor é o recordista do ano. A equipe do senador de Alagoas utilizou R$ 28.473,42 das despesas disponíveis para combustível, manutenção e seguro. A do Sarney aparece em segundo, com R$  23.785,19. As outras assessorias surgem com valores menores: Temer ( R$ 1.861,36), Dilma (R$ 1.585,47), Lula (R$ 851,85) e FHC (R$ 445,14).

Viagens

Depois dos salários pagos aos servidores, as cifras que mais chamam atenção são as das viagens realizadas pela equipe dos ex-presidentes. Depois dos assessores de Dilma, os de Collor foram os que mais gastaram com diárias e passagens de janeiro a setembro de 2019: R$ 178.769,42. Seguem na lista: FHC (R$ 28.858,23), Sarney (R$ 23.366,68), Lula (R$ 19.160,43) e Temer (R$ 16.130,60).

Os valores, no entanto, são menores do que as despesas realizadas no ano passado. Em média, cada equipe gastou R$ 20,3 mil por mês, em 2018, com as viagens a serviço dos ex-presidentes. Já em 2019, que conta com um staff a mais, a média está em R$ 13,9 mil. O recorde de gastos aconteceu em 2017, quando os grupos de assessores dos então cinco ex-líderes tiveram uma média de gasto de R$ 23,7 mil, mensalmente,.

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