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Brasil

"Difícil Lula reverter medidas", diz Eduardo após elogio de Trump

Lula foi elogiado por Donald Trump, nesta terça-feira (23/9), durante a Assembleia-Geral da ONU, nos Estados Unidos

23/09/2025 14:28, atualizado 23/09/2025 15:25
Reprodução/TVM
Reprodução de imagem colorida de Eduardo Bolsonaro - Metrópoles

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, nesta terça-feira (23/9), ao Metrópoles, que acredita ser “muito difícil” o presidente Lula (PT) conseguir reverter medidas dos Estados Unidos contra o Brasil. Lula foi elogiado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, durante a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nos Estados Unidos.

“Eu acho que vai ser muito difícil o Lula conseguir reverter todo o material probatório, os relatórios e os briefings que recebeu o presidente Trump expondo a situação do Brasil e da perseguição implementada pelo Judiciário. Eu estou, na verdade, ansioso por esse encontro”, disse o parlamentar ao programa Contexto Metrópoles.

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A fala ocorre após um rápido encontro considerado amistoso entre o chefe de Estado do Brasil e dos EUA, nesta segunda. Na ocasião, Trump afirmou que chegou a dar um abraço em Lula. Os dois marcaram um encontro para a próxima semana.

Eduardo ironizou ao dizeer que está animado para o encontro entre os dois líderes. Para o parlamentar, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), os gestos de Trump a Lula não passam de estratégia. “Esse encontro por si só não é sinônimo de vitória”, avaliou.

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Além de Eduardo, parlamentares bolsonaristas e figuras políticas próximas a Bolsonaro acreditam que a reunião na próxima semana é uma forma de pressionar o presidente brasileiro em relação a uma possível anistia para o ex-chefe do Planalto, condenado pelo Supremo Tribunal Federal.

Os elogios do presidente estadunidense a Lula surpreenderam e causaram impacto no mundo político, visto que, desde que Trump assumiu a presidência dos EUA, no início deste ano, a relação diplomática com o Brasil não é considerada das melhores. O Brasil sofreu vários tipos de retaliações, incluindo taxações e uma série de sanções contra autoridades brasileiras.

Barrado por Motta

O aceno de Trump a Lula é visto como uma segunda derrota para Eduardo Bolsonaro nesta terça. Isso porque o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), barrou a manobra articulada pela oposição para que Eduardo não fosse cassado por faltas nas sessões.

A ideia era nomear o parlamentar, que vive nos EUA desde o início do ano, como líder da minoria. Porém, o plano não deu certo. O presidente da Câmara rejeitou o pedido, afirmando não ser compatível com o regimento da Casa.