Desmatamento na Amazônia e no Cerrado atinge menor nível da série histórica
Dados do Inpe mostram que, no último ano, desmatamento na Amazônia e no Cerrado atingiu o menor valor de suas respectivas séries históricas

Dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), divulgados nesta sexta-feira (16/10) pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mostram que, entre agosto de 25 a julho de 2026, o desmatamento na Amazônia e no Cerrado atingiu o menor valor de suas respectivas séries históricas.
Na Amazônia, a área desmatada foi de 3.335 km², o menor nível da série histórica, que começou a ser registrada em 1988. 8. O resultado representa queda de 71,2% em relação aos quatro ciclos anteriores do Prodes.
As maiores áreas desmatadas foram registradas no Pará, com 1.130 km²; em Mato Grosso, com 849 km²; e no Amazonas, com 525 km².
Já no Cerrado, o desmatamento atingiu 5.516,69 km², o menor patamar da série histórica, iniciada em 2001. O número mostra queda de 48,4% em relação aos quatro monitoramentos anteriores.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAs maiores áreas de supressão foram registradas no Maranhão, com 1.718,59 km²; no Tocantins, com 1.263,06 km²; e no Piauí, com 625,24 km². Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, que formam o Matopiba, responderam por 74,3% do total.
O Prodes apresenta dados consolidados anuais de desmatamento a partir da análise de imagens de satélite de áreas dos biomas brasileiros.

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Ver todasOs dados foram apresentados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
A coletiva, que aconteceu no Palácio do Planalto, em Brasília, contou com a participação dos ministros do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; da Casa Civil, Miriam Belchior; da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva; da Agricultura e Pecuária, André de Paula.
Capobianco celebrou os números e definiu a queda dos desmatamentos nos dois biomas como “estratosférica”.
Na ocasião, também foram detalhados novos aportes no Fundo Amazônia.
