Desembargadora que difamou Marielle ironizou denúncias de assédio

Magistrada escreveu que Lei Maria da Penha é “covardemente usada contra homens”

atualizado

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Não é de hoje que a desembargadora Marília de Castro Neves causa polêmica nas redes sociais. Alvo de duas representações no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), após afirmar que a vereadora Marielle Franco (PSol), morta a tiros na semana passada (14/3), “estava engajada com bandidos”, a magistrada vem sendo criticada nas redes devido a posts antigos publicados em seu perfil no Facebook. Além de questionar a capacidade de uma professora com síndrome de Down, Marília publicou, em 2015, segundo informações do jornal O Globo, uma mensagem na qual critica mobilizações contra o assédio sexual e em favor dos direitos das minorias.

“Assédio sexual é o quê? Paquera no trabalho? Francamente! Será que não temos nada mais importante pelo que lutarmos? Uma pia de louça para lavarmos?”, escreveu Marília, em postagem de 2015 na rede social, que contava com 48 compartilhamentos até a manhã desta terça-feira (20).

De acordo com a reportagem, após difamar Marielle usando informações falsas, a desembargadora virou alvo de protestos pelo país. Ela argumentou, porém, que escreveu como cidadã, reconhecendo ter sido precipitada ao se basear apenas no texto de uma amiga para se expressar. Muitos internautas questionaram tal posicionamento por parte de uma servidora da Justiça. Por conta da polêmica, posts antigos da magistrada estão recebendo dezenas de compartilhamentos e comentários contrários a suas posições, ainda segundo O Globo.

Reprodução/FacebookNa publicação, a magistrada questionou sobre o que seriam as chamadas “minorias” e ressaltou que as mulheres, por exemplo, eram numericamente superiores aos homens. Marília ainda criticou o “amplo conceito de inclusão social”, além de ironizar iniciativas de trabalho nessa área.

“Até onde se sabe, numericamente somos (as mulheres) maioria, o que não impede a politicamente correta Lei Maria da Penha de ser covardemente utilizada contra o homem nas relações conjugais – ou semelhante. E a inclusão social? Existe conceito mais amplo? Qualquer coisa se encaixa nesse amplo portal onde se locupletam todos os que desejam arrecadar fundos para executar esse relevante ‘trabalho social’…..”, comentou.

A magistrada também teceu indagação quanto ao conceito de social democracia. Ela disse, à época, ser difícil acreditar “que seres letrados sequer considerem a existência disso”. Para Marília, ou é social ou é democracia, porque “socialistas veneram a ditadura”.

“Se pensarmos bem, esses conceitos abertos, palavras de ordem vazias, todas bem amparadas no politicamente correto da moda, escondem apenas uma intenção: a de se locupletar sem muito trabalho…. Quem quer mudar a sociedade acorda cedo e vai produzir, não fica nas redes sociais discutindo besteira! #prontofalei”, escreveu a magistrada.

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