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Brasil

Deputados se desculpam por votarem a favor da PEC da Blindagem

Três deputados federais utilizaram as redes para se desculparem por votarem a favor da PEC da Blindagem. "Erro gravíssimo", disse um deles

20/09/2025 13:46, atualizado 20/09/2025 14:07
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Plenário da Câmara dos Deputados

Após pressão da sociedade, deputados utilizaram as redes sociais para se desculparem por terem votado a favor da Proposta de Emenda a Constituição (PEC) da Blindagem, aprovada na Câmara dos Deputados.

O texto, que estabelece que parlamentares só poderão ser investigados após aprovação do Congresso Nacional, foi amplamente rejeitado pela população brasileira e considerado inconstitucional por diversas autoridades.

Após voto favorável, a deputada federal Silvye Alves (União Brasil-GO) disse que o voto foi um erro gravíssimo e afirmou que foi coagida por pessoas influentes do Congresso, que ameaçaram retaliação caso o voto da parlamentar fosse contra a proposta. “Eu fui contra tudo que eu defendo, tudo que eu acredito”, declarou em suas redes sociais.

Ela disse ainda que foi covarde e cedeu às pressões. “Por volta de quase 23h, eu mudei meu voto”, afirmou.

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Após a repercussão negativa, o deputado federal Merlong Solano (PT-PI) também apareceu nas redes sociais para se desculpar pelo voto favorável à medida que tem o objetivo de proteger os parlamentares de serem investigados.

Solano pediu desculpas ao povo do Piauí e ao Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual é filiado. “Meu objetivo era ajudar a impedir o avanço da anistia e viabilizar a votação de pautas importantes para o povo brasileiro, como a isenção do Imposto de Renda, a MP do Gás do Povo, a taxação das casas de apostas e dos super-ricos, além do Plano Nacional de Educação”, disse em nota.

O parlamentar argumentou que o seu voto foi uma tentativa de preservar o diálogo entre o partido e a presidência da Casa, ocupada por Hugo Motta (Republicanos-PB).

Já o deputado federal Pedro Campos (PSB-PE) afirmou, por meio de um vídeo publicado nas redes, que também teve o objetivo de impedir o boicote ao avanço de pautas relevantes para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Por isso, tenho a humildade de reconhecer que não escolhemos o melhor caminho”, avaliou.