Deputado que relatou a reforma tributária começa a escrever livro
Deputado Aguinaldo Ribeiro pretende terminar o livro sobre os bastidores da reforma tributária em quatro meses

“Ouvi muito que o sistema atual era o melhor porque ‘todo mundo sabe como declara e como sonega’”. É esse e outros bastidores que o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) deverá contar no livro que começou a escrever sobre os últimos anos, em que se debruçou sobre a reforma tributária.
Relator da reforma na Câmara, Aguinaldo Ribeiro contou sobre a ideia de livro nesta quarta-feira (28/2), em evento da Associação Brasileira dos Profissionais de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig).
“Comecei ontem a escrever um livro sobre esses cinco anos de reforma tributária. Nesse livro a gente vai contar muita coisa, inclusive os casos que eu ouvi ao longo desses anos. Tem muita coisa curiosa, tem coisa até engraçada, mas também tem muito registro histórico”, disse o parlamentar.
Ele relembrou que havia muito ceticismo em torno da aprovação da reforma, mas foi possível “vencer toda a incredulidade”.

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A ideia é que o livro seja escrito ao longo dos próximos quatro meses e, até julho, enviado para publicação. Sobre o título, o deputado disse ainda estar definindo. “Trinta e dois anos em cinco”, sugeriu um lobista.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Eu quero registrar porque tem muita coisa histórica que se você não fizer logo, você esquece”, explicou.
Ele citou uma curiosidade durante a tramitação da proposta: “Tem aquele negócio de ovo de galinha. Tem estado que você paga uma alíquota, se for para o pinto nascer, é outra alíquota, o mesmo ovo. Tem de tudo”, disse, entre risos.
Como funciona a reforma tributária
Após mais de 30 anos de debate, a reforma tributária sobre o consumo foi promulgada em dezembro de 2023. Agora, o governo prepara projetos de lei complementar para regulamentar itens da emenda constitucional.
O principal ponto da reforma é a transformação de cinco impostos cobrados atualmente no país (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins) em três: o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, ou seja, com duas frentes de cobrança (CBS e IBS) e o Imposto Seletivo (IS). Cada tributo terá um período de transição.
Dessa forma, serão divididos no IVA federal: Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substituirá o IPI, PIS e Cofins. E no IVA subnacional, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que sucederá o ICMS (estadual) e o ISS (municipal).
Além do CBS e IBS padrão, bens e serviços prejudiciais à saúde e ao meio ambiente vão ser tributados com essa “taxa extra” do Imposto Seletivo (IS), conhecido como “imposto do pecado”.
O valor dessas alíquotas será definido por meio de leis complementares, a serem propostas pelo governo federal e aprovadas pelo Congresso.











