Deputado Júlio Lopes propõe a Haddad Desenrola para empresas
Parlamentar Júlio Lopes, do PP, propõe que empresas também participem do programa de renegociação de dívidas

O deputado Julio Lopes (PP-RJ) encaminhou, nesta terça-feira (18), uma Indicação Legislativa ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), solicitando que as empresas sejam também contempladas pelo programa de renegociação de dívidas Desenrola Brasil.
“A possibilidade de se estender essa iniciativa para as empresas que desde a pandemia vem encontrando enorme dificuldade para refinanciarem suas dívidas e voltarem a ter crédito no mercado, seria de enorme importância para a economia do país; pois com o patamar de juros que temos hoje fica praticamente impossível elas saldarem seus débitos e voltarem a ficar adimplentes, principalmente as de pequeno porte que muito contribuem para impulsionar a economia, o que garantiria a manutenção e a geração de milhares de empregos”, comentou Júlio Lopes à rádio Tupi.
“A adesão ao “Programa Desenrola Empresas”, nome fictício, com certeza será atraente para as instituições financeiras, que voltariam a ter a possibilidade de antecipar créditos tributários, permitindo assim a disponibilidade de recursos adicionais para novos empréstimos. Acredito que um novo programa voltado para as empresas em dificuldades, poderá contribuir para a saúde financeira desses estabelecimentos e para a estabilidade do sistema bancário, além de promover a recuperação econômica do país”, afirmou o deputado.
O programa Desenrola foi lançado oficialmente na última segunda-feira (17/7) e deve atingir ao menos 1,5 milhão de pessoas que devem até R$ 100.
Energia nuclear
O deputado também propõe o restabelecimento do Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento de Usinas Nucleares (Renuclear), que será aplicado aos projetos aprovados até 31 de dezembro de 2025. A proposta tramita na Câmara dos Deputados.
Lopes afirma que a retomada do regime vai possibilitar a execução de projetos como a extensão de vida útil por 20 anos da Usina de Angra 1. “Essa extensão é prática comum nos diversos países que detém tal tecnologia e é importante para que o ativo possa ser plenamente aproveitado”, diz o deputado.

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