
Deputado da BA diz que houve erro em declaração racial e pede correção
Deputado Elmar Nascimento aparece como preto no cadastro das eleições, embora tenha concorrido como branco em 2018 e como pardo, em 2022

O deputado federal Elmar Nascimento (União-BA), candidato à reeleição, afirmou nesta quinta-feira (6/8) que a informação sobre cor e raça registrada em sua candidatura não corresponde à autodeclaração apresentada à Justiça Eleitoral.
A manifestação foi enviada à imprensa depois da repercussão da informação de que ele aparece como preto no cadastro das eleições deste ano, embora tenha concorrido como branco em 2018 e como pardo, em 2022.
“A informação referente à autodeclaração de cor/raça constante no registro de candidatura apresentado à Justiça Eleitoral não corresponde à autodeclaração do candidato”, afirma a assessoria de Elmar.
Segundo a equipe do deputado, um pedido de correção já foi apresentado à Justiça Eleitoral para que o cadastro seja alterado.
“Ao tomar conhecimento da inconsistência, foi imediatamente protocolado o respectivo pedido de retificação perante a Justiça Eleitoral, para que o registro reflita corretamente as informações prestadas pelo candidato”, declarou.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEm 2022, Elmar estava entre os deputados que passaram de branco para pardo na autodeclaração racial, entre as eleições de 2018 e 2022.
A assessoria classificou o caso atual como uma inconsistência administrativa e afirmou que outros candidatos também identificaram problemas semelhantes durante o processo de registro das candidaturas.
“Situações dessa natureza têm sido verificadas por outros candidatos durante o processo de registro de candidaturas para as Eleições 2026, evidenciando tratar-se de uma inconsistência pontual de natureza administrativa, passível de correção pelos meios legalmente previstos”, disse.

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Ver todasA equipe também rejeitou interpretações de que o parlamentar tenha prestado intencionalmente uma informação incompatível com sua autodeclaração.
“Elmar Nascimento sempre pautou sua trajetória pública pelo respeito à diversidade, às diferentes etnias e raças que compõem o povo brasileiro, especialmente o povo baiano, razão pela qual não há qualquer fundamento para interpretações que atribuam ao candidato a intenção de prestar informação incompatível com sua autodeclaração”, concluiu.
As regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinam que candidatos e partidos sejam intimados para confirmar mudanças quando uma declaração de cor preta ou parda divergir do cadastro eleitoral ou de registros anteriores. Caso seja reconhecido um erro, a informação deve ser corrigida.









