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Enviadas especiais a Curitiba (PR) – O Sindicato dos Delegados de Polícia Federal do Paraná pediu à Superintendência da PF no estado a “transferência imediata” do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um local “que possa oferecer condições de segurança” e “não traga os transtornos e riscos” à população e aos funcionários da corporação.

Segundo a entidade de classe, desde a chegada do petista à capital paranaense, a presença de “centenas de pessoas ligadas a movimentos sociais e outras facções” acampadas próximo ao prédio causa graves inconvenientes e atrasos nos atendimentos e nas ações policiais.

De acordo com a argumentação dos policiais federais, em nota do sindicato, divulgada na manhã desta quarta-feira (11/4), a “medida mais acertada” seria a transferência imediata do ex-líder sindical para uma unidade das Forças Armadas que tenha efetivo e estrutura “à altura dos riscos envolvidos”. “A sede da Polícia Federal no Estado do Paraná não é, sob nenhum aspecto, local apropriado para cumprimento de sentença penal condenatória”, dizem.

Ainda conforme afirmam os delegados, “alguns invasores” instalados no acampamento a 200m da superintendência “já estão promovendo ações no sentido de intimidar os moradores”. Com isso, pessoas estariam informando que temem pela segurança de seus familiares “em face das ameaças” dos manifestantes.

Após a divulgação da nota do sindicato, o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Antônio Boudens, classificou a possibilidade de transferência de Lula para uma repartição militar como um “movimento apressado e sem respaldo dos policiais federais”. Segundo ele, cada deslocamento gera custos para os cofres públicos e uma enorme demanda de pessoal, além de aumentar a possibilidade de confrontos e situações de embate entre grupos de apoiadores e contrários ao ex-presidente.

Lula está preso na Superintendência da PF em Curitiba desde sábado (7), quando começou o cumprimento da pena de 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP).