Delegado diz que Flordelis ainda tenta manipular pessoas para ocultar crime

Allan Duarte, que liderou as investigações, disse à CNN que apura a participação de mais quatro pessoas no assassinato de Anderson do Carmo

atualizado 08/09/2020 22:14

Reprodução

A deputada federal Flordelis (PSD-RJ), acusada pelo assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, em 2019, “continua tentando manipular as pessoas, fazer com que as investigações tomem outro rumo”, afirma o delegado Allan Duarte, que conduz as investigações do caso e deu entrevista para a CNN nesta terça-feira (8/9). “Só não é possível por conta do conjunto de elementos robustos que a gente conseguiu coletar, apontando na direção dela”, diz ainda o policial.

Flordelis foi indiciada pela polícia e denunciada pelo MP ao lado de outras 10 pessoas, incluindo filhos biológicos e adotivos, além de uma neta. Desde a noite de 16 de junho de 2019, quando Anderson foi morto com dezenas de tiros ao entrar em casa, em Niterói, a pastora Flordelis sustenta que o marido foi vítima de uma tentativa frustrada de assalto.

Segundo Duarte, Flordelis “arregimentou pessoas, as convenceu a cometer esse crime, avisou sobre a chegada da vítima até o local e financiou a compra da arma”.

O delegado disse ainda que será apurada a participação de pelo menos mais quatro pessoas no crime. São novos suspeitos, cujos nomes não foram revelados, mas incluem outros familiares de Flordelis e pessoas próximas.

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“Após encerrada essa última fase [denúncia de Flordelis e demais réus], desmembramos o inquérito para apurar a participação de outras pessoas. Não vamos revelar os nomes para não atrapalhar as investigações, mas posso adiantar que temos pessoas da família e ligadas à família”, explicou Duarte.

“Agora precisamos reunir esses dados, organizar em uma sequência cronológica, para só então podermos ouvir testemunhas e dar a oportunidade de essas pessoas esclarecerem o que de fato ocorreu”, concluiu.

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