Delegado diz que cabeleireiro foi “vítima de espancamento” no Rio

Amigos relacionam o caso a homofobia. Relatório Anual de Mortes Violentas de LGBT no Brasil, do Grupo Gay Bahia, aponta 237 mortes em 2020

atualizado 01/06/2021 13:07

Reprodução

Rio de Janeiro – “Vítima de espancamento”, afirma delegado Henrique Pessoa, da 151ª DP (Nova Friburgo) sobre as suspeitas que recaem sobre a morte do cabeleireiro Leandro de Aguiar Louback, de 26 anos, na região serrana. Amigos do jovem  nas redes sociais relacionam o caso a homofobia.  Segundo Relatório Anual de Mortes Violentas de LGBT no Brasil, do Grupo Gay da Bahia houve 237 mortes LGBT +, em 2020.

“O fato foi inicialmente registrado como atropelamento, o que nos parece inconsistente. Já ouvimos familiares. No primeiro momento, no hospital, só foram constatadas lesões na cabeça. E nós sabemos que, em um atropelamento, não se concentram na cabeça. Então, vai ter uma hipótese de vítima de espancamento e será instaurado procedimento de homicídio”, afirmou o delegado Henrique Pessoa.

A polícia também vasculha a região em busca de imagens possam ter registrado o caso. Segundo amigos, ele foi encontrado desacordado à beira de uma estrada estadual no município no dia 13 de maio e morreu nesse domingo (30/5) no Hospital Municipal Raul Sertã, Centro da cidade.

No corpo do cabeleireiro havia  marcas de fraturas, como afundamento do crânio, dentes e nariz quebrados. Segundo amigos, Louback teria marcado um encontro com um motorista de aplicativo e depois teria sido torturado.

Veja a entrevista com o delegado:

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