Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Defesa de Braga Netto vê "luz" em fala de Fux sobre delação de Cid

Primeira Turma do STF avalia denúncia da PGR contra Bolsonaro, além de Heleno, Braga Netto, Cid e outros investigados

25/03/2025 19:19, atualizado 25/03/2025 20:05
Igo Estrela/Metrópoles
Braga Netto

Depois da sessão na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (25/3), o advogado do general Braga Netto, José Luis de Oliveira, analisou a fala do ministro Luiz Fux sobre a deleção do tenente-coronel Mauro Cid como uma “luz no fim do túnel”.

Dentre os requerimentos votados na sessão desta terça-feira (25/3), a Primeira Turma rejeitou o pedido que solicitava a anulação da delação premiada de Cid.

Apesar de acompanhar os demais ministros, Fux criticou a questão do ex-ajudante de ordem do ex-presidente Jair Bolsonaro ter feito nove depoimentos em sua delação. Fux entendeu que não há razão para decretar a nulidade da delação neste momento do processo, porém, apontou que Mauro Cid será chamado a depor em eventual ação penal sobre a coerência das informações prestadas.

“Nove delações representam nenhuma delação (…). Não tenho a menor dúvida de que houve omissão (de Cid). Tanto houve omissão que houve novas delações”, disse o ministro.

O representante de Braga Netto destacou que o STF não acolheu a tese apresentada acerca do cerceamento da defesa, mas que a fala de Fux sobre a deleção de Cid seria uma “luz no fim do túnel”.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
“Durante a ação penal, como bem destacou o ministro Fux em sua observação, ao analisar a validade da colaboração de uma pessoa que prestou nove depoimentos – os quais a defesa considera manifestamente equivocados e mentirosos –, a defesa entende que essa foi uma luz no poderamento do ministro Fux, que inclusive teve um eco na manifestação da ministra Carmen Lúcia e na própria fala do ministro presidente Zanin”.

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir na manhã de quarta (26/3) se torna réus o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete aliados em ação sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, vencidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).