Defesa alega “corrida mundial” para gastar R$ 1,1 milhão em cloroquina

Exército Brasileiro produziu 3,2 milhões de comprimidos da substância no ano passado. Última produção foi em 2017, de 259 mil pílulas

atualizado 02/06/2021 22:32

comprimidos em fundo azulHAL GATEWOOD/UNSPLASH

O ministro da Defesa, general Walter Souza Braga Netto, justificou que a elevada produção de cloroquina pelo Exército Brasileiro (EB), durante a pandemia do novo coronavírus, ocorreu devido a uma suposta “corrida mundial” em busca do medicamento – que não tem eficácia comprovada cientificamente para tratar a Covid-19.

No ano passado, o Laboratório Químico Farmacêutico do Exército (LQFEx) produziu 3,229 milhões de comprimidos de cloroquina. Trata-se de um aumento de 1.145% em relação à última quantidade produzida, que abasteceu dois anos. Em 2017, o LQFEx fabricou 259,4 mil pílulas.

“Em 18 de março de 2020, começaram a surgir as primeiras publicações científicas internacionais que apontavam na direção do tratamento com antimaláricos, como a da Cell Discovery, provocando uma verdadeira corrida mundial em busca do difosfato de cloroquina, insumo farmacêutico ativo (IFA) para a produção de cloroquina”, escreveu Braga Netto, em resposta a requerimento da CPI da Covid.

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O ministro da Defesa alega também que a aquisição do insumo ocorreu “dentro de um cenário de iminente crise de desabastecimento”. Segundo ele, o aumento de produção ocorreu apenas após nota técnica do Ministério da Saúde.

Foram gastos, em 2020, R$ 1,141 milhão para a produção do medicamento. Isso equivale a um custo de R$ 0,35 por comprimido. Três anos antes, em 2017, o Ministério da Defesa investiu R$ 43,3 mil, o equivalente a R$ 0,16 por pílula. Houve, portanto, uma elevação de 118% no gasto.

Leia, a seguir, a íntegra da resposta:

Cpi Da Pandemia – Documento Defesa by Tacio Lorran Silva on Scribd

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