Defensoria Pública apura agressão a empacotador em supermercado de GO

Jovem de 21 anos foi agredido no supermercado em que trabalha, em Inhumas (GO). Vítima diz não conhecer os agressores

atualizado 21/03/2022 19:52

goias jovem agredido em supermercadoReprodução/TV Anhanguera

Goiânia – A Defensoria Pública do Estado de Goiás, via 2ª Defensoria Pública de Inhumas, município da região metropolitana da capital goiana, instaurou procedimento para apurar a agressão contra um jovem de 21 anos dentro de um supermercado na cidade.

O ataque ocorreu na última sexta-feira (18/3). A vítima, um jovem negro, que é empacotador no estabelecimento, foi agredido dentro do local por dois homens. A violência se deu na presença de consumidores, sem que nada fosse feito pela direção do centro de compras.

De acordo com a Defensoria, “o foco é apurar a suposta violação aos direitos individuais e coletivos de população hipervulnerável, consistente na omissão e permissividade com agressões perpetradas contra jovem negro”. A intenção final é uma ação civil pública de caráter indenizatório, visando danos morais coletivos, sociais e individuais.

Também foi encaminhado ofício ao representante legal do estabelecimento comercial requisitando informações no prazo de cinco dias. Foram questionados os motivos pelos quais não intervieram diante da situação; por quanto tempo duraram as agressões; qual o suporte prestado ao jovem negro espancado no interior do estabelecimento; se ele foi levado ao hospital por representantes do supermercado; se houve acionamento imediato das autoridades policiais; quem acionou e quanto tempo depois do fato; e se há programa de conscientização e promoção da igualdade racial no âmbito interno da empresa (se sim, desde quando).

O documento da DPE questiona se houve preservação das imagens de circuito interno dos fatos noticiados; se havia consumidores no estabelecimento, próximos ou não, no momento das agressões perpetradas; se houve intervenção dos seguranças do estabelecimento para salvaguardar a integridade física do funcionário (se não, por qual razão); e se os seguranças contratados pelo estabelecimento recebem treinamento apropriado sobre questões étnicas e raciais de modo a evitar abordagens ilegais e excessivas contra população negra, ou mesmo, para estimular a correta salvaguarda física dessa população no interior e arredores do estabelecimento.

Informações

À Delegacia de Polícia Civil de Inhumas, a DPE solicitou informações, no prazo de 15 dias, sobre os fatos noticiados. São solicitadas também cópias dos eventuais expedientes administrativos e diligências policiais até então empreendidas, com as informações preliminares que a Polícia Civil julgar pertinente. Internamente, a atuação ocorrerá com apoio do Núcleo Especializado de Direitos Humanos da DPE-GO.

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