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Brasil

Defensores públicos mantidos como reféns em rebelião são liberados

Na quinta-feira (26) durante o banho de sol dos detentos, os trabalhadores entraram no presídio para fazer uma inspeção no local

27/04/2018 16:13
CNJ/Divulgação
Superlotação presídios

Os três defensores públicos que estavam sendo mantidos como reféns em uma rebelião na penitenciária de Lucélia (SP) foram liberados nesta sexta-feira (27/4) no final da manhã depois de mais de 20 horas de negociação.

De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), o primeiro refém foi solto às 10h; o segundo, às 11h20 e o último, às 12h. Em nota, a Defensoria Pública lamentou que a rebelião tenha deixado cerca de 30 detentos feridos e ressaltou que poderá alterar a atuação nos estabelecimentos prisionais.

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“A Defensoria Pública está apurando as exatas circunstâncias do ocorrido, junto aos defensores públicos que ali atuaram e à administração penitenciária. A gravidade do episódio será levada em conta, com a seriedade devida, para que a Defensoria possa aperfeiçoar as balizas e protocolos de sua atuação nos estabelecimentos prisionais”.

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O Ministério dos Direitos Humanos informou que mobilizou a Secretaria Nacional de Cidadania e a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos para atuar no caso. Segundo a pasta, a ouvidoria registrou, ao menos, 20 denúncias sobre a rebelião nas últimas 24 horas. As informações serão repassadas às autoridades locais.

Na quinta-feira (26), por volta das 14h, durante o banho de sol dos detentos, os defensores entraram nos pavilhões 3 e 4 para fazer uma inspeção das condições do local. Após vinte minutos, os presos fizeram três defensores reféns e começaram a quebrar as portas dos pavilhões a fim de liberar os demais detentos. Assim que o motim teve início, todos os agentes penitenciários foram retirados do interior da unidade.