Defensores do porte de armas mobilizam ato em Brasília para julho

Manifestantes realizaram protesto na capital em 2020. Eles pretendem pressionar o STF a liberar decretos do presidente Jair Bolsonaro

atualizado

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PMDF/Divulgação
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1 de 1 armasbrasilia - Foto: PMDF/Divulgação

Militantes pró-armamento se mobilizam para promover uma grande manifestação em Brasília no próximo dia 9 de julho. O ato é pela ampliação das autorizações para compra, posse e uso de armas de fogo por cidadãos. Os armamentistas pretendem mostrar força nas proximidades do Supremo Tribunal Federal (STF).

Lá é onde tramitam ações questionando decretos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que ampliam o acesso a armas e armamentos.

A mobilização tem sido feita nas redes sociais e em grupos de aplicativos de mensagens mantidos por membros da Associação Nacional Movimento Pró Armas (Ampa) nos estados e no DF.

É a segunda vez que a Ampa promove uma manifestação em Brasília, nesta mesma data. Em 2020, já sob a pandemia do novo coronavírus, os manifestantes buscaram manter distanciamento (imagem em destaque), mas o uso de máscaras não foi majoritário.

Para este ano, com o vírus ainda circulando, as preocupações para evitar o contágio não estão em destaque nas convocações, mas a entidade tem regras de convivência. Uma delas, no site da Ampa proíbe, nos grupos em aplicativos, “mensagens que incitem violência, intervencionismo, atos ilegais e conteúdo 18+”.

Comando de um advogado

O presidente da entidade e organizador principal do ato previsto para o mês que vem é o advogado Marcos Zborowski Pollon. Defensor do presidente Bolsonaro, ele representou na Justiça a extremista Sara “Winter” Giromini, que liderou o grupo “300 do Brasil”, promotor de pautas antidemocráticas. Sara cumpre prisão domiciliar em Brasília por ordem do STF.

O apoio a Bolsonaro é uma constante entre os influenciadores que estão mobilizados. No ano passado, o presidente não foi convidado ao ato porque estava isolado no Palácio da Alvorada, se recuperando da Covid-19. Seu filho Eduardo, deputado federal pelo PSL-SP e militante pró-armas, esteve no evento.

O evento foi acompanhado pela PM do DF, que informou na época que os manifestantes estavam desarmados no ato – exigência que será feita novamente este ano.

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Sara Winter foi presa em 15 de junho de 2020, no âmbito da Operação Lumus, que investiga atos antidemocráticos contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Ela foi liberada no dia 24
Jair Bolsonaro atirando contra alvos no Comando da PF
Sara Winter
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Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP)
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Deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP)

Reprodução/Redes sociais
Sara Winter foi presa em 15 de junho de 2020, no âmbito da Operação Lumus, que investiga atos antidemocráticos contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Ela foi liberada no dia 24
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Sara Winter foi presa em 15 de junho de 2020, no âmbito da Operação Lumus, que investiga atos antidemocráticos contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Ela foi liberada no dia 24

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Jair Bolsonaro atirando contra alvos no Comando da PF
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Jair Bolsonaro atirando contra alvos no Comando da PF

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Igo Estrela/Metrópoles
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Reprodução/Twitter

Pauta

Os manifestantes pretendem chamar a atenção dos ministros do STF para a pauta armamentista. No momento, a Corte avalia alguns dispositivos em relação à legislação sobre armas e munição – todos interrompidos por pedidos de vista do ministro Alexandre de Moraes.

Em maio, Moraes pediu vista de dois processos sobre comercialização de armamentos relatados pelo colega Edson Fachin, que em seus votos acatou pedidos do Instituto Sou da Paz e do Partido dos Trabalhadores (PT) contra decretos do governo federal.

Em fevereiro, Moraes pediu vista no julgamento virtual do referendo da liminar, concedida também por Fachin, que suspendeu a alíquota zero para importação de armas, outra medida do governo federal.

Moraes novamente pediu vista, em abril, no julgamento de quatro outros decretos de Bolsonaro que foram limitados liminarmente pela ministra Rosa Weber.

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