Datafolha: 56% consideram que Bolsonaro não pode liderar o Brasil

Posição do presidente no combate à Covid-19 é vista como ruim ou péssima por 54%. Outros 43% o culpam pelo estágio atual da crise sanitária

atualizado 17/03/2021 14:56

O presidente Jair Bolsonaro participa do Lançamento da plataforma Participa + Brasil, no Palácio do PlanaltoHugo Barreto/Metrópoles

Aumentou para 56% o número de brasileiros que consideram o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) incapaz de liderar o país. Os dados da DataFolha foram divulgados no pior momento da pandemia de Covid-19 no país.

A pesquisa foi realizada em 15 e 16 de março, e foram ouvidas 2.023 pessoas por telefone em todo o país. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou menos.

Em 21 e 22 de janeiro, 50% dos entrevistados responderam que o chefe do Executivo é incapaz de governar o país. O número dos que consideram Bolsonaro capaz de liderar caiu de 46% para 42%, oscilação negativa no limite da margem de erro, de lá para cá. Não souberam responder 3%, ante 4% no começo do ano.

Já quanto à pandemia, os entrevistados avaliaram Bolsonaro de forma negativa. Seu desempenho diante da Covid-19 é visto como ruim ou péssimo por 54%; outros 43% o culpam pelo estágio atual da crise sanitária.

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Começo da pandemia

Quando a pandemia começou, em março do ano passado, Bolsonaro era mais bem-visto pelo povo brasileiro. Em abril de 2020, 52% o consideravam capaz de liderar o país, ante 42% que o julgavam incapaz. A curva foi invertida nos levantamentos seguintes, mas se manteve estável até a subida registrada agora.

Os mais ricos, que ganham acima de 10 salários mínimos (62%), estão entre os que consideram o presidente mais incapaz, assim como quem tem curso superior (também 62%).

Já os moradores do Nordeste, região que retomou sua tradição de oposição mais incisiva a Bolsonaro desde a virada do ano, somam 63% dos críticos.

Acreditam mais que o presidente tem condições de liderança, grupos usualmente mais bolsonaristas: moradores das regiões Sul (51% acham que ele é capaz), Norte e Centro-Oeste (49%), além de evangélicos (52%) – um nicho influente, que abarca 24% da amostra do Datafolha.

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