
Dark Horse: filme sobre Jair Bolsonaro só deve chegar aos cinemas em 2027
Lançamento estava previsto para depois das eleições, mas distribuidora avalia que não haverá tempo suficiente para divulgar a obra

O filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), deve chegar aos cinemas brasileiros apenas em 2027.
A Europa Filmes, responsável pela distribuição da produção no país, descartou o lançamento ainda neste ano, segundo apurou o Metrópoles.
A previsão anterior era que o longa estreasse entre novembro e dezembro de 2026, após o segundo turno das eleições presidenciais. O adiamento ocorre porque a distribuidora considera insuficiente o intervalo entre o fim das eleições e o encerramento do ano para preparar a divulgação do filme.
A avaliação é que a campanha de lançamento precisa de alguns meses de preparação para atrair o público aos cinemas. Com isso, a estreia ficará para 2027, embora ainda não haja uma data definida.

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Dark Horse retrata a campanha presidencial de 2018 e episódios daquele período, incluindo o atentado a faca sofrido por Bolsonaro durante um ato eleitoral em Juiz de Fora (MG). A obra, que deve ter cerca de 1h40 de duração, tem direção do norte-americano Cyrus Nowrasteh.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAlém da estratégia de marketing, o filme também tem pendências para a exibição comercial no Brasil. Em agosto, a Agência Nacional do Cinema (Ancine) concedeu o Registro de Obra Estrangeira à produção, mas a estreia nos cinemas ainda depende de outras certificações da agência, que ainda não foram solicitadas pela Europa Filmes.
A produção também é alvo de investigações sobre a origem dos recursos utilizados para financiar o filme. Uma das apurações envolve repasses de cerca de R$ 61 milhões feitos pelo ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro.
A Polícia Federal também investiga suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares para empresas e entidades ligadas à produção.
Em setembro, o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que participou da produção do longa, e a empresária Karina Ferreira da Gama, ligada à produtora Go Up Entertainment, foram alvos de uma operação da PF autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os investigadores apuram se recursos públicos destinados a entidades ligadas à empresária foram desviados ou utilizados irregularmente para financiar a obra.
