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Brasil

Daniel Silveira não terá liberdade condicional até fim da pena

Daniel Silveira não terá direito de cumprir o restante da pena, de 5 anos e 9 meses, em liberdade condicional

30/03/2025 22:07, atualizado 31/03/2025 13:08
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Leitura de obras sobre a ditadura de Vargas pode ajudar a reduzir a pena de Silveira, que propôs lei em memória das vítimas do comunismo

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em julgamento no Plenário Virtual, que o ex-deputado federal Daniel Silveira não terá mais direito à liberdade condicional até cumprir integralmente sua condenação de 8 anos e 9 meses de prisão.

O julgamento foi concluído nessa sexta-feira (28/3), com a maioria dos ministros acompanhando o voto do relator, Alexandre de Moraes. O ministro também determinou que o período em que Silveira esteve solto no fim de 2024 será considerado uma “interrupção de pena”, ou seja, não será computado no tempo já cumprido.

Com isso, restam ao ex-parlamentar 5 anos e 9 meses de pena que não poderão ser cumpridos em liberdade condicional. Ele permanece no semiaberto na colônia agrícola em Magé (RJ).

Além de Moraes, votaram contra o benefício os ministros Flávio Dino, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Edson Fachin, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Luiz Fux. André Mendonça e Nunes Marques divergiram, alegando que Silveira não teve intenção de descumprir as regras enquanto esteve solto e, por isso, o benefício de liberdade condicional não poderia ser removido.

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Daniel Silveira foi condenado a 8 anos de prisão em 2022
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O ex-deputado Daniel Silveira
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O ex-deputado Daniel Silveira

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Daniel Silveira foi condenado a 8 anos de prisão em 2022

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Descumprimento de medidas

A decisão de Moraes se baseia na conduta de Silveira no fim do ano passado, quando ele foi colocado em liberdade condicional às vésperas do Natal, mas descumpriu medidas judiciais, como o uso da tornozeleira eletrônica e a proibição de acessar redes sociais. Três dias depois, ele voltou à prisão.

Condenado pelo STF em abril de 2022 por tentar impedir, com violência ou grave ameaça, o livre exercício dos Poderes e por coação no curso do processo, Silveira também foi multado em R$ 192,5 mil e tornou-se inelegível por oito anos.

No mesmo mês da condenação, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) concedeu um indulto presidencial ao ex-deputado, anulando a pena. Porém, em 2023, o STF derrubou o indulto e determinou sua prisão imediata, alegando inconstitucionalidade da medida.

Recentemente, a defesa de Silveira solicitou a retomada da liberdade condicional para que ele pudesse passar a Páscoa na casa da mãe, com a família. A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra, e Moraes negou o pedido.

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