Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson, se apresenta para ser presa

Ex-deputada é acusada de desvios em contratos da Fundação Leão XIII, que é voltada para a assistência social

atualizado 11/09/2020 17:45

Cristiane BrasilReprodução/Instagram

A ex-deputada federal Cristiane Brasil (PTB), filha de Roberto Jefferson, se apresentou na tarde desta sexta-feira (11/9) para ser presa. Pela manhã, ela não estava em casa, na zona sul do Rio, quando foi alvo do mandado de prisão preventiva. Pré-candidata à prefeitura, Cristiane é acusada de desvios em contratos da Fundação Leão XIII, que é voltada para a assistência social.

Ao se dirigir para a Secretaria de Polícia Civil, ela gravou um vídeo em que critica a Operação Catarata e a associa a “interesses políticos”. Lembrou, nesse contexto, que os também pré-candidatos Marcelo Crivella (Republicanos) e Eduardo Paes (DEM) foram alvo de buscas e apreensões nesta semana.

“É um absurdo que uma denúncia antiga, de 2012, 2013, esteja sendo cumprida agora. Um mandado de prisão preventiva contra mim, faltando dias para a eleição”, disse.

Nas redes sociais, Cristiane postou mensagens, enquanto se dirigia à delegacia, em que acusa motivos políticos para sua prisão e diz que está de consciência tranquila.

Veja:

 

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A caminho de mais uma etapa difícil que enfrentarei de cabeça erguida. Não desisti da luta antes, não desistirei agora.

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A ex-deputada aproveitou para comparar sua prisão preventiva com a situação de Pastor Everaldo (PSC), envolvido nos supostos esquemas de corrupção do governo de Wilson Witzel.

Acusou Witzel

Para Cristiane, o governador afastado está por trás da operação desta sexta. “Pastor Everaldo, que agora está sendo acusado de desviar milhões da Saúde do governo do Witzel, que eu tenho certeza que está por trás dessa confusão toda aqui para me prender, até ele foi preso em prisão temporária de cinco dias, depois mais cinco dias antes de transformar em preventiva”, apontou.

A suposta participação de Cristiane nos desvios da Fundação Leão XIII, que é vinculada ao governo estadual, teria se dado entre os anos de 2013 e 2017, quando ocupou pastas na Prefeitura da capital, nas gestões de Paes e Crivella. Ela teria recebido propina durante o funcionamento do esquema de fraudes em licitações.

Nesta sexta pela manhã, também foi preso o atual secretário estadual de Educação, Pedro Fernandes (PSC). O mandado previa prisão preventiva, mas Pedro mostrou um teste positivo de Covid-19 e conseguiu ficar em domiciliar.

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