Quem é o jovem de Duque de Caxias no circuito de arte da Oscar Freire

Com 100 mil seguidores nas redes, morador da Baixada Fluminense retrata personagens negros, inspirado pela realidade das comunidades do RJ

atualizado

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Eduardo Ribeiro
1 de 1 Eduardo Ribeiro - Foto: Reprodução

Rio de Janeiro – Eduardo Ribeiro, de 21 anos, mora na comunidade de Nova Campinas, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Nos últimos tempos, ele também passou a ser visto em outro endereço, a badalada rua paulistana Oscar Freire.

Chegou até lá por seu trabalho como artista plástico. Ele participou da edição de outubro da Expo Arte SP, uma feira de artistas independentes produzida pela Art Lab Gallery, situada na Oscar Freire. Ribeiro já está confirmado na programação de dezembro do evento.

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"O sentimento é de gritar sem precisar abrir a boca", diz Edu
Comunidade representada pelo artista
Edu Ribeiro é um artista independente da Baixada Fluminense
Para o artista, sua obra abre interpretações
Aos 21 anos, Edu Ribeiro soma mais de 100 mil fãs nas redes sociais
Artista retrata a realidade do povo preto
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Artista retrata a realidade do povo preto

Foto: Arquivo pessoal
"O sentimento é de gritar sem precisar abrir a boca", diz Edu
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"O sentimento é de gritar sem precisar abrir a boca", diz Edu

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Comunidade representada pelo artista
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Comunidade representada pelo artista

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Edu Ribeiro é um artista independente da Baixada Fluminense
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Edu Ribeiro é um artista independente da Baixada Fluminense

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Para o artista, sua obra abre interpretações
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Para o artista, sua obra abre interpretações

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Aos 21 anos, Edu Ribeiro soma mais de 100 mil fãs nas redes sociais
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Aos 21 anos, Edu Ribeiro soma mais de 100 mil fãs nas redes sociais

Foto: Arquivo pessoal
Retrato feito em homenagem ao ex-atacante Adriano Imperador
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Retrato feito em homenagem ao ex-atacante Adriano Imperador

Foto: Arquivo pessoal

“Sempre digo que faço arte para poder ver meu trabalho com outros olhos, em outra vida. O sentimento é de poder gritar sem precisar abrir a boca”, afirma ao Metrópoles.

Ele busca inspiração na realidade das comunidades do Rio ao apresentar personagens negros, boa parte deles anônimos, em suas telas. “Quero retratar a realidade do povo preto de uma forma que não seja pesada.”

Antes de migrar para a Baixada Fluminense, onde cresceu com a avó materna e os irmãos, o profissional morava no segundo bairro mais populoso do Rio de Janeiro, Bangu, na zona oeste da capital.

Sua trajetória artística começou despretensiosamente, quando tinha apenas 6 anos. Ao desencaixotar coisas da família na mudança, encontrou rabiscos de seu irmão de personagens do desenho japonês Dragon Ball.

O achado impulsionou o artista, que, hoje, exibe seus trabalhos na madeira com tinta acrílica para mais de 100 mil seguidores nas redes sociais. “Era um lazer no começo, como jogar bola na rua”, lembra.

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Edu Ribeiro produzindo suas artes
Representação do Carnaval, por Edu Ribeiro
Retrato de uma mulher negra com um bebê de colo
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Retrato de uma mulher negra com um bebê de colo

Foto: Arquivo pessoal
Edu Ribeiro produzindo suas artes
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Edu Ribeiro produzindo suas artes

Foto: Arquivo pessoal
Representação do Carnaval, por Edu Ribeiro
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Representação do Carnaval, por Edu Ribeiro

Foto: Arquivo pessoal

Com o passar dos anos, começou a ganhar dinheiro. “Houve uma época, no ensino fundamental, em que eu oferecia capas de trabalhos na escola por R$ 2. Depois, vendia retratos que fazia no grafite, por R$ 35”, conta.

O negócio permitiu que o jovem juntasse dinheiro para seguir seu sonho. “Minha família sempre me incentivou. Minha mãe  ajudou a pagar a faculdade de design e, depois que consegui estágio na Marinha, consegui bancar o curso e me formar”.

Trabalhos

Em junho, o artista desenhou o jogador Adriano Imperador, ex-atacante do Flamengo, Trata-se de sua obra mais cara à venda, por R$ 1600 – as outras custam na faixa de 600 reais, em formato de impressão, e R$ 2 mil, as originais.

“Ele representa o carioca. Mora na Penha. O cara rodou o mundo todo, mas não perdeu as origens. É o que eu quero levar para a vida”, diz Edu. Apesar de já ter recebido propostas pelo quadro, almeja uma assinatura do craque para completar sua criação: “Ainda vou conseguir”.

Edu, que entrega ele mesmo algumas encomendas de moto pelo Rio, enfatiza a importância da arte. “Deveria ser um dos principais polos a serem estimulados. É riqueza, o que vai imortalizar a gente. Vamos morrer, mas a arte fica”, afirma.

Ela lamenta que o mercado de arte seja ainda muito elitizado. “O público que frequenta exposições é totalmente fora da minha realidade. São pessoas com BMW e camisa de time”.

 

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