Cremerj pode cassar registro médico de Dr. Jairinho após sindicância

Reunião do Conselho de Ética da Câmara de Vereadores do Rio foi antecipada e colocou situação do vereador preso em discussão

atualizado 08/04/2021 16:56

Jairinho, indo fazer exame de corpo delito no IML do RioAline Massuca/Metrópoles

Rio de Janeiro – O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) abriu sindicância formal para apurar a conduta do médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, namorado da professora Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe do pequeno Henry Borel Medeiros, de 4 anos, morto dia 8 de março.

O casal foi preso na manhã desta quinta-feira (8/4), acusado de tortura e homicídio duplamente qualificado.

Em nota, o Cremerj informou ter aberto sindicância para apurar os fatos. “Este procedimento corre em sigilo, seguindo o Código de Processo Ético-Profissional. As punições vão desde advertência até cassação do registro profissional”, diz nota do órgão.

Jairinho informou à polícia que não fez os primeiros socorros na criança e não tentou manobras de reanimação por nunca ter feito em humanos – treinou apenas num boneco, durante a faculdade de medicina.

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Com a prisão do vereador, ele foi afastado do cargo, teve o salário suspenso e acabou sumariamente expulso do partido, o Solidariedade.

Jairinho e Monique reafirmaram inocência na 16ª DP (Barra da Tijuca). Depois, seguiram para o exame de corpo de delito e continuam presos no complexo penitenciário de Benfica, na zona norte do Rio.

Na tarde desta quinta-feira (8/4), a reunião do Conselho de Ética da Câmara do Rio, da qual o parlamentar era membro, antecipou o encontro para dar posse ao seu suplente no grupo, o vereador Luiz Ramos Filho (PMN). Os vereadores estão debatendo o futuro de Jairinho na Casa.

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