Com Lulinha no radar, CPMI do INSS ouve Paulo Camisotti nesta quinta

O filho de Maurício Camisotti é investigado por suposto envolvimento no esquema de descontos não autorizados

atualizado

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A CPMI do INSS ouve Ingrid Pikinskeni Morais Santos ela é esposa e sócia de Cícero Marcelino de Souza Santos, apontado como operador - metrópoles
1 de 1 A CPMI do INSS ouve Ingrid Pikinskeni Morais Santos ela é esposa e sócia de Cícero Marcelino de Souza Santos, apontado como operador - metrópoles - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ouve, nesta quinta-feira (26/2), Paulo Otávio Montalvão Camisotti, filho do empresário Maurício Camisotti, dono de companhias da área de seguros e planos de saúde, que está preso desde 12 de setembro do ano passado.

A comissão também votará requerimentos e pedidos de quebra de sigilo, incluindo sobre Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Paulo é investigado por suposto envolvimento no esquema de descontos não autorizados. Ele não é identificado como parte de movimentações financeiras, mas é citado na Operação Sem Desconto da Polícia Federal (PF)  como sócio da Rede Mais Saúde, uma das empresas de Camisotti que recebeu recursos da Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec) e do Centro de Estudos dos Benefícios dos Aposentados e Pensionistas (Cebap), investigadas por fraudes no INSS.

A empresa movimentou R$ 18 milhões entre agosto de 2023 e maio de 2024.

O requerimento para a convocação foi elaborado por um grupo de parlamentares do Novo: o senador Eduardo Girão (CE) e os deputados Marcel Van Hattem (RS), Adriana Ventura (SP) e Luiz Lima (RJ).


Farra do INSS

escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23 de abril deste ano e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.


Além de Paulo Camisotti, havia a previsão da oitiva do deputado estadual Edson Cunha de Araújo, investigado pela PF na Operação Sem Desconto. Mas ele apresentou um habeas corpus, e novamente não comparecerá ao colegiado.

Araújo ocupa a vice-presidência da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), uma das entidades citadas na Operação Sem Desconto. A investigação, deflagrada em abril do ano passado, apura a existência de descontos indevidos aplicados a benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no período entre 2019 e 2024.

A convocação dele havia sido feita pelos deputados Rogério Correia (PT-MG), Alencar Santana (PT-SP), Paulo Pimenta (PT-RS) e pelo senador Izalci Lucas (PL-DF).

Requerimentos

O colegiado votará também 87 requerimentos. Dentre eles, pedidos de quebra de sigilo telemático, bancário e fiscal de várias empresas.

O requerimento 2939/2026, apresentado pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), requer a elaboração de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) e a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fabio Luis Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), referentes ao período de 1º de janeiro de 2022 a 31 de janeiro de 2026.

De acordo com o parlamentar, diálogos interceptados indicam que, ao ser questionado sobre quem receberia um repasse de R$ 300 mil destinado à empresa de Roberta Luchsinger, o chamado “Careca do INSS” teria afirmado que o valor seria para “o filho do rapaz”, possivelmente em referência a Lulinha.

Roberta é apontada como figura-chave no núcleo político do grupo supostamente comandado pelo “Careca do INSS”.

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