CPMI do INSS ouve nesta terça ex-dirigente de associações e empresário

CPMI do INSS recebe Cecília Mota e João Carlos Camargo Júnior, ligados a entidades suspeitas de descontos irregulares de aposentados

atualizado

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Andressa Anholete/Agência Senado
CPMI – INSS – Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS
1 de 1 CPMI – INSS – Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS - Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS ouve, nesta terça-feira (18/11), às 10h, a advogada Cecília Rodrigues Mota, ex-presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (Aapen) e da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB), além do empresário João Carlos Camargo Júnior, sócio-administrador da Mkt Connection Group. Ele aparece nos requerimentos da comissão devido a repasses considerados suspeitos feitos pela entidade Amar Brasil.


Farra do INSS

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23 de abril deste ano e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.


Cecília é um dos principais alvos da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU). As investigações apontam que entidades comandadas por ela foram beneficiadas por cobranças indevidas que teriam causado prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões a beneficiários do INSS. A ex-dirigente tem 10 pedidos de convocação aprovados na CPMI.

Entre os parlamentares que pediram o depoimento de Cecília, está o senador Izalci Lucas (PL-DF). Ele lembra que a Aapen e a AAPB tiveram bens bloqueados a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), em razão de supostas “infrações gravíssimas” à Lei Anticorrupção.

Para o senador, a oitiva é essencial para esclarecer como funcionava a estrutura interna das associações e entender o caminho das decisões que, segundo a PF e a CGU, mantinham o esquema de cobranças não autorizadas.

Amar Brasil

Além de Cecília, os integrantes da CPMI vão ouvir João Carlos Camargo Júnior. O empresário aparece nos requerimentos da comissão devido a repasses considerados suspeitos feitos pela entidade Amar Brasil – também investigada por descontos não autorizados em benefícios – para a Mkt Connection Group.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), autor de um dos pedidos de convocação, destaca que a empresa de Camargo foi criada em dezembro de 2022, um mês depois da assinatura do acordo de cooperação técnica entre a Amar Brasil e o INSS.

“Além dos valores, chama a atenção o fato de a empresa ter sido criada em 12 de dezembro de 2022, um mês após a assinatura do ACT da Amar Brasil com o INSS”, disse o parlamentar.

A reunião está marcada para as 9h, no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado, e será interativa.

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