Covid afasta servidores de divisão do Itamaraty em trabalho presencial e acende alerta no órgão
Funcionários da Divisão de Comunicações e Arquivo do Itamaraty estão em trabalho presencial desde o início da pandemia

Três servidores públicos e dois funcionários terceirizados da Divisão de Comunicações e Arquivo do Ministério das Relações Exteriores estão afastados das atividades após terem testado positivo para a Covid-19 na semana passada. Eles trabalham presencialmente no prédio do Itamaraty, no setor que é responsável por serviços como a correspondência diplomática com embaixadas e consulados do Brasil pelo mundo.
Mesmo em órgãos públicos que adotaram majoritariamente o trabalho remoto ao longo da pandemia, como o próprio Itamaraty, setores considerados essenciais tiveram de se manter em expediente presencial dos servidores. É o caso da Divisão de Comunicações e Arquivo.
De acordo com o MRE, o setor tem 68 servidores lotados, dos quais 38 têm trabalhado presencialmente, mas em sistema de rodízio: metade numa semana, metade na outra. Os outros 30, segundo a pasta, estão em trabalho remoto.
Uma pessoa que trabalha no local relatou ao Metrópoles que uma servidora combinou de cobrir um colega na semana que não era a dela e compareceu presencialmente por 15 dias seguidos, os últimos com visíveis sintomas de Covid-19. Ao longo da semana passada, a mulher e mais quatro funcionários desse mesmo setor acabaram testando positivo. Ainda de acordo com essa fonte, já há outros casos suspeitos – informação que o Itamaraty não confirma ainda.
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O MRE confirmou os cinco afastamentos de servidores da Divisão de Comunicações e Arquivo após testes positivos de Covid-19 e alegou que segue protocolos para minimizar os riscos de contaminação.
“A área responsável pela limpeza e desinfecção do MRE foi comunicada dos resultados positivos e realizou limpeza cuidadosa das instalações”, informou o órgão.
“Todos os servidores são orientados a usar máscara durante todo o expediente, nos termos do Decreto nº 40.648 do GDF
A fonte que conversou com a reportagem reclamou, porém, que os protocolos não são seguidos por parte dos servidores e que não há cobrança para quem deixa, por exemplo, de usar máscara no ambiente de trabalho.



